Alcobaça deve o seu nome à ocupação árabe. Quando o território foi reconquistado, D. Afonso Henriques doou-o aos monges de Cister em 1153 para que o povoassem, defendessem e ali desenvolvessem o cultivo agrícola. Entre 1191 e 1195, o território foi novamente atacado pelos mouros, tendo sido recuperado por D. Sancho I.
Alcobaça é terra de vinhos, de doces conventuais, de histórias de amor e de reconquista.
Castelo de Alcobaça
O Castelo de Alcobaça oferece uma vista fabulosa para o centro histórico e, sobretudo, para o Mosteiro de Alcobaça. Todavia, ficamos verdadeiramente dececionados com o estado de degradação e de abandono daquela estrutura.
Em 1147, o castelo terá sido construído sobre as ruínas de uma antiga fortaleza visigoda, por ordem de D. Afonso Henriques, para integrar a linha de defesa do território durante o período da Reconquista Cristã na Península Ibérica, a par dos castelos de Leiria, Pombal e Óbidos.
Foi destruído pelos mouros no século XII e reconstruído no século XIII por D. Sancho I. No século XIV foi alvo de reabilitação e de ampliação, sendo que em 1422 foi danificado por um sismo. Nos séculos XV e XVI, foi restaurado. No século XVII, serviu de prisão até ao terramoto de 1755. Em 1838, passou para a posse da autarquia de Alcobaça e foi destruído para servir de pedreira para novas construções.
Na década de 40 do século XX, a cisterna do castelo foi aproveitada para depósito de água potável para ser distribuída à população.
Na década seguinte, a partir de uma descrição deixada por Frei Fortunato Boaventura, foi reconstruída a parede do castelo virada para o mosteiro. Foram ainda realizados alguns trabalhos de limpeza da estrutura e da sua área envolvente.
Classificado Imóvel de Interesse Público desde 1978, foi objeto de escavações arqueológicas já no início do século XXI.
Mosteiro de Alcobaça
A origem do Mosteiro de Alcobaça está associada à fundação de Portugal. O território foi doado em 1153 por D. Afonso Henriques a Bernardo de Claraval, da Ordem de Cister, para ali fundar a Abadia de Santa Maria de Alcobaça.
As obras do mosteiro, de estilo gótico (pioneiro em Portugal), iniciaram-se em 1178 e ficaram concluídas cerca de 100 anos depois.
Com um interior grandioso, sobressai a decoração austera mesmo na igreja. Vale a pena visitar o mosteiro e descobrir como viviam os monges, visitando os dormitórios, a cozinha, o refeitório, o Claustro de D. Dinis, a Sala dos Reis, a Sala dos Túmulos, a Sala do Capítulo, a Capela do Relicário, a Capela do Desterro, entre outros espaços.
O Mosteiro de Alcobaça é igualmente conhecido por albergar, no interior da igreja, os túmulos de D. Pedro I e D.ª Inês de Castro, duas peças escultóricas do século XIV, consideradas obras-primas da escultura tumulária europeia. Destaque para as representações do Juízo Final, no túmulo de D. Inês, e da Roda da Vida, no túmulo de D. Pedro I.
Com a extinção das ordens religiosas em Portugal em 1834, o mosteiro foi nacionalizado e utilizado para diferentes fins, como Paços do Concelho, Câmara Municipal, Tribunal, Prisão, Lar Residencial, Biblioteca, Quartel, Repartição de Finanças, Conservatória, escola, banco, teatro…entre 1928 e 1948, foi objeto de obras de recuperação por parte do Estado.
Em 1910, o Mosteiro de Alcobaça foi classificado Monumento Nacional e, em 1989, passou a integrar a lista de Património Mundial da Humanidade da UNESCO. Em 2007, foi eleito como uma das sete Maravilhas de Portugal.
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