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Situada na fronteira de Portugal com Espanha, a vila alentejana de Barrancos faz parte de uma região conquistada aos Mouros em 1167 por Gonçalo Mendes da Maia, e que, em 1200, começou a ser povoada por ordem de S. Sancho I.

À semelhança de muitas regiões do Alentejo, Barrancos tem sofrido com a desertificação.

Há cerca de vinte anos foi notícia graças à legalização das touradas de morte (o único caso autorizado em Portugal).

Não somos, de todo, apreciadores desta prática e, como tal, optamos por escolher outros atrativos para visitar em Barrancos.

Nas conversas de taberna, misturam-se o português e o castelhano, o vinho e o presunto derivado do porco de raça alentejana alimentado a bolota.

No centro histórico de Barrancos, na Praça da Liberdade, ergue-se a Igreja Paroquial de Barrancos, cuja construção remonta ao século XVIII, e é dedicada a Nossa Senhora da Conceição.

Na mesma praça, no topo do edifício dos Correios, sobressai a Torre do Relógio. Constituída por um grande relógio, datado de 1921, e por uma torre sineira, acolhe ninhos de cegonha.

Todavia, o que mais nos agradou em Barrancos foi o Parque de Natureza de Noudar, localizado na Herdade da Coitadinha (recuperada na sequência da construção da Barragem do Alqueva). No meio da natureza, entre a ribeira da Múrtega e o rio Ardila, surge-nos o tranquilo Castelo de Noudar.

Classificado Monumento Nacional em 1910, encontra-se no cimo de um monte, a 275m acima do nível do mar, com uma vista fantástica. A sua construção foi concluída em 1308 no reinado de D. Dinis e passou para o domínio da Ordem de Avis.

De planta hexagonal, o Castelo de Noudar desempenhou um papel importante na defesa da fronteira com Castela nos princípios do século XIV.

Destaca-se a Torre de Menagem, com 18 metros de altura, duas cisternas, uma cerca amuralhada, entre outros vestígios ainda existentes.

Na Guerra da Restauração da Independência (a partir de 1640), o castelo esteve sob a alçada de Espanha, tendo sido restituído a Portugal em 1715, com a assinatura do segundo Tratado de Utrecht.

Em 1893, foi vendido em hasta pública a um privado e em 1997 foi adquirido pela autarquia que ali desenvolveu um projeto de investigação arqueológica. No local foram encontrados vestígios da ocupação islâmica.

Já na segunda década do século XXI, as muralhas do castelo foram alvo de reabilitação. 


 

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