A vila da Batalha está eternamente associada à História de Portugal e a um importante feito histórico que ali se travou, a 14 de agosto de 1385, a Batalha de Aljubarrota, que assegurou a Portugal a soberania e a independência face ao reino de Castelo. Se do conflito em si restam poucos vestígios, já da vitória prevalecem em maior quantidade até aos dias de hoje.
Mosteiro da Batalha
Património Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1983, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido como Mosteiro da Batalha, é um dos melhores exemplos da arquitetura gótica tardia portuguesa ou estilo manuelino. Foi mandado construir em 1386 pelo rei D. João I de Portugal como agradecimento à Virgem Maria pela vitória sobre o exército de Castela, na Batalha de Aljubarrota, conquista para a qual foi fundamental o desempenho do cavaleiro Nuno Álvares Pereira, que liderou as tropas portuguesas.
O processo de construção do mosteiro terminou apenas em 1563 e contou com a participação de diversos arquitetos ao longo dos séculos como Afonso Rodrigues, David Huguet, João Castilho, Mateus Fernandes, entre outros.
Esteve na posse da Ordem de São Domingos até à extinção das ordens religiosas em 1834, passando para a propriedade do Estado.
Depois de visitar a igreja e a capela-mor, seguimos até à Capela do Fundador, onde estão sepultados o rei D. João I, a rainha D. Filipa de Lencastre, o infante D. Henrique, o infante D. João, a infanta D. Isabel, o infante D. Fernando, o rei D. Afonso V, o rei D. João II e o rei D. Duarte.
Na Sala do Capítulo, ao lado do Claustro Real, encontra-se o Túmulo do Soldado Desconhecido, que presta homenagem a todos os soldados portugueses que faleceram em conflitos desde a I Guerra Mundial.
Passamos pelo dormitório, antigo refeitório (onde está agora o Museu das Oferendas ou Sala do Soldado Desconhecido), o claustro D. Afonso V e terminamos no Panteão D. Duarte, também conhecido por “Capelas Imperfeitas” por nunca terem sido completadas em virtude da morte do monarca.
No exterior, no largo Infante D. Henrique, sobressai a estátua equestre de D. Nuno Álvares Pereira, inaugurada em 1968.
Classificado Monumento Nacional desde 1910, o Mosteiro da Batalha é um dos monumentos mais visitados em Portugal e foi eleito em 2007 uma das Sete Maravilhas de Portugal.
Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota
Para saber mais sobre a Batalha de Aljubarrota, aconselha-se uma visita ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, um projeto inovador da Fundação Batalha de Aljubarrota que visa dar a conhecer ao público, de uma forma rigorosa, didática e apelativa, com recurso a novas tecnologias, este acontecimento, tirando partido da recuperação e valorização do campo de S. Jorge, um processo iniciado em 2002.
Sabe-se que D. Nuno Álvares Pereira mandou construir a Capela de S. Jorge em 1393 no local onde decorreu a batalha, de acordo com a inscrição na fachada.
É possível visitar o campo de batalha, os pontos de posicionamento dos exércitos no terreno e as estruturas defensivas construídas no local, entre as quais o fosso, que várias campanhas arqueológicas revelaram desde a década de 50 do século XX até aos dias de hoje.
O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota foi criado nas instalações do antigo Museu Militar. Possui dois núcleos expositivos dedicados a este acontecimento histórico: um incide sobre a época e as descobertas no campo de batalha; outro consiste na projeção do espetáculo multimédia “A Batalha Real” que reconstitui os vários momentos, recorrendo às mais avançadas tecnologias e efeitos especiais.
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