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COIMBRA

Coimbra tem mais encanto na hora da despedida”, diz o fado “Balada da Despedida” de Fernando Machado Soares, em homenagem aos estudantes universitários que terminam o seu percurso académico. Coimbra é, de facto, uma cidade marcada pela vida universitária.  

Fundada em 1290 pelo rei D. Dinis, a Universidade de Coimbra é uma das mais antigas da Europa e, até 1911, foi a única em todo o espaço da língua portuguesa. Entre finais do século XX e início do século XXI, surgiram o Pólo II, dedicado às Ciências e Tecnologias, e o Pólo III, dedicado às Ciências da Saúde.

Em 2013, o conjunto arquitetónico formado pela Universidade de Coimbra, Alta e Rua da Sofia foi reconhecido como Património Mundial da Humanidade.

A lista classificada pela UNESCO abrange 31 monumentos, em quatro grandes núcleos:

  • Colégios do século XVI, nomeadamente na rua da Sofia;

  • Pátio das Escolas, o coração da Universidade de Coimbra: Paço Real da 1ª dinastia, Capela de S. Miguel, Biblioteca Joanina (uma das mais bonitas do mundo!), etc.

  • Edifícios da reforma pombalina no século XVIII;

  • Complexo do Estado Novo, na Alta de Coimbra no século XX.

Há mesmo muito para visitar em Coimbra. Por isso, selecionamos o Top 10 para um dia na cidade.

  1. A Torre – É o cartão de visita da cidade. No topo da colina, ergue-se a torre do Pátio das Escolas. Construída durante o século XVIII e projetada pelo arquiteto italiano António Cannevari, substituiu a anterior, da autoria de João de Ruão (século XVI). Possui um pequeno varandim, quatro relógios (um em cada face) e quatro sinos que regem a vida académica: a “cabra” , o “cabrão”, o “bolão” e o dos “quartos”.

  2. Jardim Botânico da Universidade – Foi criado em 1772 por iniciativa de Marquês de Pombal. Ocupa uma área de 13 hectares, entre os terrenos da universidade e o rio Mondego. É dedicado à investigação científica, à conservação da biodiversidade e à educação.

  3. Aqueduto de São Sebastião – Foi mandado construir em 1570 pelo rei D. Sebastião, para abastecer de água a Alta da cidade de Coimbra, aproveitando o traçado de um antigo aqueduto romano.  Desenhada pelo engenheiro italiano Felipe Terzi, a estrutura estende-se ao longo de um quilómetro.

  4. Sé Velha – É na sua escadaria que se realiza a monumental serenata de Coimbra no início da Queima das Fitas. A sua origem remonta a 1117, data inscrita na pedra de sagração da igreja. O edifício atual, de estilo românico, foi construído na segunda metade do século XII. No interior, destaque para o retábulo da capela-mor, em gótico flamejante. Já o claustro, iniciado em 1218, foi a primeira obra gótica em Portugal.

  5. Sé Nova/ Colégio de Jesus – Foi o primeiro Colégio da Companhia de Jesus em Portugal. Estabelecido em 1542, tinha como objetivo preparar missionários para todos os territórios descobertos e conquistados pelos Portugueses. Por aqui, passou, por exemplo, o Padre António Vieira. Em 1759, com a expulsão da Companhia de Jesus de Portugal, os bens do Colégio foram anexados à Fazenda da Universidade. Em 1772, a igreja passou a ser a Sé Nova de Coimbra. Já a parte colegial do edifício foi transformada no Museu de História Natural.

  6. Casa de Zeca Afonso – Nas proximidades da Sé Velha, encontramos um painel de azulejos que recorda que “nesta casa viveu o trovador da liberdade José Afonso (o Zeca)”, músico, intérprete da canção de Coimbra e o cantor de intervenção mais conhecido do século XX em Portugal.

  7. Museu Nacional de Machado de Castro – Fundado em 1911, o Museu Nacional Machado de Castro abriu ao público em 1913. Deve o seu nome a um dos maiores vultos da escultura nacional, Joaquim Machado de Castro (1731-1822), que nasceu nos arredores de Coimbra e foi escultor régio durante os reinados de D. José I, D. Maria e de D. João VI. Museu Nacional desde 1965, ocupa o antigo Paço Episcopal construído sobre o Criptopórtico do fórum de Aeminium, que constitui a mais significativa obra romana, datada do século I, em território nacional, da autoria de Caiuos Servius Lupo. Ao longo dos séculos, o local foi alvo de inúmeras construções e remodelações, a última das quais já neste século, num projeto de requalificação e ampliação de espaços, da autoria do arquiteto Gonçalo Byrne.

  8. Mosteiro de Santa Clara-a-Velha – Na margem esquerda do rio Mondego, surge-nos o Mosteiro de Santa Clara- a Velha. Fundado em 1283, por Dona Mor Dias, uma fidalga de Coimbra, o Mosteiro de Santa Clara seria alvo de embargo pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, por não verem com bons olhos o surgimento de uma nova ordem religiosa. Em 1314, Dona Isabel de Aragão, mais conhecida como Rainha Santa Isabel, mandou construir novos edifícios, designadamente o claustro e a igreja. Por estar tão próximo do rio Mondego, eram frequentes as inundações. Assim, em 1677 começa a ser construído, num local mais elevado, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. Ali se encontra sepultada a Rainha Santa Isabel. Entretanto, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, no final do século XX e até aos dias de hoje, tem sido alvo de obras de intervenção e de sucessivas escavações arqueológicas.

  9. Parque de Santa Cruz / Jardim da Sereia – Foi construído no século XVIII no local onde existia anteriormente a Quinta da Ribela. Teve vários proprietários particulares, sendo adquirida em 1885 pela Câmara Municipal de Coimbra, que a transformou num espaço público de lazer e descanso.

  10. Portugal dos Pequenitos – Faz parte das nossas memórias de infância. Idealizado pelo médico e professor Bissaya Barreto e projetado pelo arquiteto Cassiano Branco, o Portugal dos Pequenitos abriu em 1940. O mais antigo parque temático português, é composto por seis grandes temas: Casas Regionais (representação das casas tradicionais das diferentes regiões de Portugal); Portugal Monumental (onde são reproduzidos os monumentos mais significativos de Portugal); Cidade de Coimbra (especial destaque para a cidade e sua história); Portugal Insular (com reprodução de monumentos da Madeira e dos Açores) e os Países de Expressão Portuguesa, antigos territórios coloniais (onde são representadas as antigas casas tradicionais e elementos etnográficos dos antigos territórios coloniais).

 



 

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