Genebra foi uma das cidades que visitamos na nossa viagem pela Suíça. Infelizmente, tivemos apenas umas horas na cidade. Mesmo com pouco tempo disponível (tínhamos um voo para apanhar), aproveitamos para ver algumas coisas. É dessa experiência que vou falar.
Genebra situa-se entre o rio Ródano e o Lago Léman (o segundo maior lago doce da Europa). Aliás, o pequeno lago que ali se forma é conhecido como Lago de Genebra.
A ponte mais bonita é a ponte do Monte Branco, decorada com bandeirinhas do país e do cantão em que a cidade se insere, que vale a pena atravessar.
Genebra, além de um importante centro financeiro, é sede de algumas das mais importantes organizações internacionais como o Comité Internacional da Cruz Vermelha ou o CERN (Organização para Europeia para a Investigação Nuclear) e filial de outras inseridas na Organização das Nações Unidas (ONU), como a UNESCO, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, a Organização Mundial da Saúde, a Organização Mundial do Comércio, a Organização Internacional do Trabalho, entre muitas outras.
Genebra acolheu a assinatura de diversos tratados da Paz, nomeadamente as Convenções de Genebra que versaram, entre outros temas, sobre o Direito Humanitário Internacional.
Vale a pena, por isso, visitar a Praça das Nações, onde se situam algumas das instituições, nomeadamente a sede europeia da ONU, instalada no Palácio das Nações.
No Lago de Genebra, sobressai, claro, o Jato de Água, um dos marcos da cidade desde 1891. Com 140 m de altura, jorra a água a uma velocidade de 200 km por hora e bombeia 500 litros por segundo.
Há quem aproveite para passear no lago, de caiaque, de gaivota ou de barco, para praticar SUP, fazer praia nas margens ou fazer um cruzeiro. É frequente ver pessoas a andar de bicicleta, a caminhar ou a correr, a relaxar nos jardins e nas esplanadas.
Sugiro uma visita ao Jardim Inglês, onde se localiza o famoso relógio feito com 12 mil flores e plantas que mudam consoante a estação do ano.
Criado pela primeira vez em 1955, o relógio funciona mesmo e com a típica precisão suíça!
Nas proximidades, encontramos ainda uma roda gigante, uma fonte de água, um coreto e o pavilhão rústico.
Destaque também para o Monumento Nacional, uma escultura, da autoria de Robert Dorer, que simboliza a unificação de Genebra com a Suíça em 1814. Inaugurada em 1869, a escultura apresenta duas mulheres, uma ostenta uma espada e a outra um escudo: a República da Genebra e a Helvécia.
Da zona do lago, seguimos até à Cidade Velha, o coração histórico de Genebra, onde proliferam praças medievais, ruas estreitas, monumentos, lojas de arte e antiguidades, esplanadas.
Do centro histórico, o destaque vai para a Catedral de S. Pedro, onde João Calvino pregou durante a Reforma Protestante. Ainda lá está a cadeira onde se sentava. Aliás, para quem aprecia História, e esta época em particular, aconselha-se uma visita ao Museu Internacional da Reforma Protestante.
Graças às suas duas torres, a catedral tem uma vista fantástica para a cidade e para o lago.
E chegou ao fim o nosso passeio por Genebra. Muito mais havia para ver, mas não houve tempo! Temos mesmo de regressar um dia!
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