Da nossa viagem pela Suíça, o local que mais gostamos foi a cidade medieval de Gruyères! Tão bonita, tão acolhedora, tão florida, tão pitoresca!
Dedicamos apenas um dia a Gruyères, mas foi mesmo intenso! Havia tanto para ver!
Começamos por fazer o trilho através dos desfiladeiros de Jogne, um percurso de 14,6 km que liga Broc à barragem de Montsalvens.
De mochila às costas, percorremos cascatas, pontes de madeira, túneis e galerias rochosas
Aproveitamos para fazer um piquenique no meio da natureza e foi fantástico! Que sossego! Apenas ouvíamos os pássaros e o barulho da água no rio Jaunia- La Froide.
Seguimos até La Maison Cailler, a fábrica de chocolate suíço fundada em 1819 por François-Louis Cailler em Vevey (a fábrica de Broc, onde estivemos, abriu apenas em 1898).
A visita guiada audiovisual interativa permite-nos conhecer a história do chocolate, desde a descoberta do cacau pelos europeus até à revolução que foi a fórmula do chocolate de leite que transformou por completo a indústria chocolateira suíça. É possível acompanhar o processo de fabrico, participar em workshops e provas de degustação. No final, temos uma loja gigante à nossa espera com todos os tipos de chocolates e merchandising da marca.
Depois dos chocolates, fomos experimentar mais uma iguaria suíça. Visitamos La Maison du Gruyère, aberta desde 2000, e ficamos a conhecer o processo de fabrico ao vivo de um dos mais famosos queijos suíços cuja origem remonta ao século XII. A visita guiada audiovisual interativa explora os vários sentidos, nomeadamente o olfato e o paladar. Sim, vale a pena degustar o queijo, feito de leite de vaca, nas suas diferentes fases de maturidade (6, 8 e 10 meses). No final, aguarda-nos uma loja com produtos da fábrica.
O nosso périplo prosseguiu até ao centro histórico de Gruyères. Atravessamos as muralhas e somos surpreendidos pelo cenário que se ergue à nossa frente. Chalés de madeira, uma praça com uma fonte, canteiros de flores, lojas de queijo e de chocolate, unidades hoteleiras, restaurantes, galerias de arte, lojas de souvenirs e um aroma incrível no ar oriundo dos fondues de queijo que são servidos.
Seguimos até ao Castelo de Gruyères, que oferece vistas fantásticas. Fundado no século XIII, foi durante séculos ocupado por várias famílias de nobres e oficiais de justiça. Depois de ser adquirido pelo Estado em 1938, passou a estar aberto ao público, dando a conhecer a sua história com 800 anos. Além da arquitetura e decoração da época, destacam-se obras de arte, objetos históricos e um jardim lindíssimo de estilo francês.
Passamos pelo Museu H.R. Giger, inserido no castelo de Saint Germain, mais pequeno que o de Gruyères. O castelo foi adquirido pelo designer e artista surrealista suíço H.R. Giger (Hans Rudolf Giger, 1940-2014) para ali instalar em 1998 um espaço onde desse a conhecer o trabalho que realizou ao longo da sua carreira. Entre as suas obras mais conhecidas, está o design da criatura alienígena do filme “Alien” (e todo o cenário), realizado por Ridley Scott em 1979, e que lhe valeu o Óscar de Melhores Efeitos Visuais.
Integrado no museu, abriu em 2013 o HR Giger Bar com o mesmo nome, decorado com a mesma temática. Teto, chão, paredes, mesas e cadeiras pertencem ao universo fantástico (ou de terror!) criado pelo artista.
Aproveitamos para beber um copo e provar o famoso “crème double”, feito a partir de leite de vaca daquela região, e no qual mergulhamos os típicos merengues ou suspiros. Esta iguaria é tão importante que, de dois em dois anos, se realiza um festival em Gruyères dedicado ao “crème double”.
Mais à frente, surge o Museu do Tibete. Aberto em 2009 pela Fundação Alain Bordier, apresenta uma coleção permanente com mais de 300 obras de arte budista de diferentes regiões dos Himalaias.
E assim chegamos ao fim da nossa aventura em Gruyères e na Suíça! Ficamos com vontade de voltar e de conhecer outras cidades e regiões. A Suíça ficou-nos no coração!
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