Não foi a modernidade de Hong Kong que nos impressionou. Nos últimos 15 anos, a região foi ultrapassada por cidades como Xangai, Singapura e Dubai no que respeita a arranha-céus. O que mais gostámos foi a diversidade que encontrámos!
Mercados de rua, feiras de velharias, centros comerciais luxuosos, galerias de arte e outros equipamentos culturais, lojas de tecnologia, templos, jardins, praias, ciclovias, “calçadão” para caminhar ou correr, bares e restaurantes, transportes públicos, diversão e gente simpática fazem de Hong Kong um lugar cosmopolita e fantástico para viver e trabalhar.
Antiga colónia britânica, Hong Kong tem, desde 1997, o estatuto de Região Administrativa Especial, à semelhança de Macau. Em 2047, passará totalmente para o domínio chinês.
É essa mistura de culturas e influências que encontramos nas ruas e que se destaca a começar pela gastronomia. Come-se muitíssimo bem em Hong Kong. O nível de vida não é propriamente acessível, mas consegue-se encontrar alguns sítios incríveis como o Tim Ho Wan, na ilha de Hong Kong (junto ao porto de Victoria), o restaurante com estrela Michelin mais barato do mundo!
Os famosos dim sum, de origem chinesa, são obrigatórios, se bem que a especialidade da casa seja os BBQ pork buns, pãezinhos fofinhos recheados com porco envolto num molho doce e pegajoso…ah é uma perdição! Preparem-se para as filas, mas o tempo de espera vale mesmo a pena.
Outra experiência incrível é jantar no Good Luck Thai Food, na ilha de Hong Kong, onde somos recebidos pelo Elvis Presley indiano! O restaurante é mesmo muito simples…comemos no exterior, em mesas e cadeiras de plástico, mas o ambiente que ali se gera é mesmo muito engraçado. Pratos tailandeses e indianos saborosos (e a preços acessíveis) com cerveja a acompanhar fazem parte do menu.
Kowloon
Hong Kong tem uma intensa vida social noturna! São muito comuns os bares e restaurantes nos roof tops (telhados) de alguns dos mais bonitos (e altos!) edifícios, que proporcionam um ambiente tranquilo e descontraído.
Aliás, diariamente, pelas 20h00, cerca de 40 edifícios iluminam-se e projetam o espetáculo de luz, cor e música “Synphony of lights”. A melhor vista, em Kowloon, é do Centro Cultural de Hong Kong ou da Avenida das Estrelas.
Em Hong Kong, como no resto da Ásia, proliferam os mercados de rua. O mais conhecido é o Temple Street Night Market. Trata-se de um mercado de rua, em Kowloon, muito procurado pelos turistas para comprar lembranças baratíssimas e engraçadas, provar comida de rua e conviver. Roupas, bijuteria, souvenirs, gadgets, brinquedos ou artigos eletrónicos misturam-se com bancas de wontons, dumplings, noodles ou arroz.
Outros dos locais que mais gostamos de visitar em Kowloon foi o Tsi Sha Tsui East Promenade, uma calçada à beira-mar com uma vista fantástica para a ilha de Hong Kong e para os barcos “Star Ferry” que asseguram, desde 1888, a ligação entre as duas margens de Victoria Bay.
Junto ao terminal de passageiros, ergue-se a Torre do Relógio, datada de 1915, e o Centro Cultural de Hong Kong.
Seguimos até à Avenida das Estrelas, uma espécie de “Passeio da Fama” que homenageia celebridades da indústria do cinema de Hong Kong, como Bruce Lee, Jackie Chan, Jet Li, entre muitos outros. Aproveitamos para tirar uma fotografia junto à estátua de Bruce Lee e aos barcos típicos da região, os Junk Boats com as suas velas de cor vermelha.
Para quem procura um ambiente mais tranquilo em Kowloon, destaque para o complexo budista Chin Lin Nunnery e para o jardim Lan Lien, com as suas pontes em madeira, fontes de água e árvores.
Ilha de Hong Kong
Na Ilha de Hong Kong, percorremos algumas das zonas mais movimentadas como Lan Kwai Fong e Soho, onde se situam inúmeros restaurantes, bares, lojas e galerias de arte.
Para quem aprecia cultura, o Tai Kwun- Centro para o Património e Artes, a funcionar desde 2018, é o sítio certo. Engloba um conjunto de edifícios preservados e que, no passado (em 1841), acolheram uma importante esquadra de polícia, uma prisão e a magistratura. Os edifícios estão interligados e foram adaptados às novas funções culturais.
Para esticar as pernas ou relaxar num banco de jardim, nada melhor do que o Hong Kong Park, perto do coração financeiro da ilha. Com uma área superior a 8 hectares, este parque público oferece sombra, um lago com uma queda de água, um jardim botânico, um aviário, parque infantil, jardim para a prática de tai-chi, entre outras coisas.
Na periferia do centro financeiro, junto aos arranha-céus mais antigos e usados sobretudo para habitação, encontramos o templo Man Mo, construído em meados do século XIX, e dedicado a dois deuses: Man, deus da Literatura, e Mo, deus das Artes Marciais. Como muitos dos templos budistas, sobressaem as cores vermelha e dourada, as espirais de incenso penduradas no teto, as flores e as esculturas.
Um dos locais que queríamos mesmo conhecer era Victoria Peak (também conhecido simplesmente como “The Peak” ou Monte Austin). É o ponto mais alto de Hong Kong, com 552 metros, e proporciona uma vista fantástica.
Há várias formas de chegar ao cimo, mas a mais turística é mesmo a subida no Peak Tram, um funicular de cor vermelha e com bancos de madeira, que funciona desde 1888. A viagem termina no edifício icónico Peak Tower, um centro comercial com uma arquitetura moderna, que apresenta lojas, restaurantes, um Sky Terrace com vistas igualmente incríveis, experiências de arte a 3-D, um posto de correios para enviar postais para o futuro e o Museu Madame Tussauds de Hong Kong.
Mais à frente (ou, neste caso, mais acima!) encontramos o Peak Galleria, com lojas e restaurantes para todos os gostos (e carteiras).
No sul da Ilha de Hong Kong, visitamos o porto de Aberdeen, que já foi cenário de vários filmes de Hollywood, entre os quais, a última aventura de Lara Croft em “Tomb Raider”.
Fizemos um passeio de barco pela baía ao final da tarde. À primeira vista, impressionam as filas (e filas…) de embarcações de pesca e as casas flutuantes de pescadores, rodeadas de prédios gigantescos. Passamos também por inúmeros barcos de luxo, cada um maior que o outro. Aberdeen é mesmo um lugar de contrastes.
Também nesta baía encontramos o maior restaurante flutuante do mundo Jumbo Kingdom, a funcionar desde 1976. Ao longe, parece um templo chinês gigante com as suas cores, figuras e decoração. Tem vários andares, diferentes tipos de cozinha, e tem capacidade para mais de duas mil pessoas. Já apareceu em imensos filmes, programas de televisão e jogos de vídeo.
Seguimos para a cidade de Stanley. Situa-se numa península no sul da ilha de Hong Kong e é muito procurada pelas suas praias, passeios à beira-mar, esplanadas e restaurantes.
O mercado de Stanley é ponto de passagem para os turistas em busca de artigos de marca, como roupa, bijuteria, calçado, malas e carteiras, brinquedos e souvenirs, mas a preços acessíveis.
Ilha de Lantao
A ilha de Lantao foi o local que mais gostamos de visitar na nossa viagem.
É a maior ilha de Hong Kong. Entre as várias infraestruturas e equipamentos existentes, destaque para o aeroporto internacional, o parque de diversões da Disney e o teleférico Ngong Ping 360, entre outros.
Apanhamos o teleférico até Ngong Ping, o ponto mais elevado de Lantao.
Não é um meio de transporte propriamente barato. O teleférico é utilizado sobretudo por turistas, mas vale a pena a experiência. É uma viagem de cerca de 25 minutos ao longo de 5,7 km com uma vista incrível sobre a ilha. É possível escolher entre cabines com fundo transparente ou normais.
A área de Ngong Ping engloba o mosteiro budista Po Lin, uma pequena aldeia e a estátua budista Tian Tan.
Tian Tan é uma estátua de bronze de Buda sentado, com 34 metros de altura e 250 toneladas de peso, e representa a harmonia entre Homem e Natureza. Construída em 1993, tem 268 degraus. No topo, avista-se o mosteiro budista Po Lin, fundado em 1906.
Adoramos Ngong Ping! Parecia o Tibete! Deparamo-nos com um cenário rodeado por montanhas e pintado de bandeirinhas coloridas, num ambiente de tranquilidade e de união espiritual.
Estivemos quase para não ir a Lantao! Estávamos apertados de tempo por causa da hora do nosso voo de regresso, mas optamos por ir e foi a melhor decisão que tomamos! Gostamos tanto, mas tanto!
Não sabemos quando regressaremos a Hong Kong nem fazemos ideia do que iremos encontrar. Viajamos para Hong Kong em pleno período de protestos e receosos do que nos esperava. Tivemos alguns cuidados. Evitamos as zonas mais problemáticas em determinadas horas do dia (e da noite) para não sermos apanhados no meio das manifestações e dos confrontos com a polícia. Hong Kong foi a nossa última viagem à Ásia. Seguiu-se a pandemia. Queremos voltar.
PREPARE A SUA VIAGEM
Utilize os seguintes links de afiliados e beneficie dos melhores preços em Seguros de Viagem, Tours, Rent a Car e Alojamento!
- Faça um seguro de viagem com a IATI (5% de desconto por ser nosso leitor)
- Encontre o melhor alojamento no Hotels Combined.
- Evite filas? Reserve as suas tours no Get Your Guide!
- Alugue o seu carro na Auto Europe!
Continue a leitura
Artigos Relacionados

Colombo: a capital em constante transformação
Colombo é a maior cidade do Sri Lanka e o principal centro económico e financeiro do país. Embora a capital administrativa seja Sri Jayawardenepura Kotte,

Minarete de Qutub
Minarete de Qutub: Um Património Histórico de Nova Deli Localizado no complexo do Qutub Minar, em Nova Deli, o Minarete de Qutub é uma das

Laxmi Narayan
Templo Laxmi Narayan: Um Refúgio Espiritual em Nova Deli No vibrante coração de Nova Deli, o Templo Laxmi Narayan, também conhecido como Birla Mandir, é

Jama Masjid
Jama Masjid: Um Ícone da Arquitetura Mogol em Nova Deli Situada no coração da vibrante Nova Deli, a Jama Masjid é uma das mesquitas mais

India Gate
India Gate: Um Monumento à História e à Memória em Nova Deli Localizado no coração de Nova Deli, o India Gate é um dos marcos

Gurudwara Bangla Sahib
Gurudwara Bangla Sahib: Um Refúgio de Paz e Espiritualidade em Nova Deli No coração pulsante de Nova Deli, o Gurudwara Bangla Sahib é um dos