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Durante mais de 400 anos, Macau foi uma colónia portuguesa. Em finais de 1999, tornou-se Região Administrativa Especial de Macau, administrada pela República Popular da China.

Há duas realidades em Macau. A realidade dos casinos, do luxo, dos espetáculos, do dinheiro e depois há a realidade histórica, em que o património e o legado português foram mantidos e preservados. O que tem de melhor? Não temos de escolher! Podemos ver tudo!

Macau é servido por um aeroporto, mas optamos por voar para Hong-Kong e daí seguir de autocarro para Macau. Além dos voos serem bem mais baratos, aproveitamos a oportunidade de atravessar a maior ponte marítima do mundo. Com 55 km (dos quais 6,7km são em túnel subaquático), a ponte liga Hong Kong, Macau e Zhuhai.
No regresso, fizemos o percurso, mas de ferry até Hong Kong.

Saímos no Terminal de Passageiros e logo nos defrontamos com as placas informativas escritas em português e em mandarim. Parecia que estávamos em casa! A diferença é que ninguém fala português…a grande maioria da população é de origem chinesa.

Uma das grandes vantagens de visitar Macau é que não temos que nos preocupar com o transporte, pois os casinos disponibilizam a toda a hora transporte gratuito para vários locais que vale a pena visitar.

É impossível não visitar os casinos em Macau. Os mais antigos situam-se na península de Macau, como o Casino de Lisboa.  Os mais conhecidos e mais recentes localizam-se na zona de Cotai.

Os casinos não são apenas locais onde se joga (a sério!), mas antes um conceito! Englobam hotéis, restaurantes, lojas de luxo, salas de cinema e de espetáculos, piscinas gigantes, parques aquáticos, galerias de arte…tudo para que o cliente não precise de sair de lá para se divertir e, claro, gastar dinheiro!

Os mais visitados são “Venetian e “Le Parisien”, com réplicas do teto da Capela Sistina, da ponte de Rialto, da Torre Eiffel e do Museu do Louvre, com passeios de gôndola com direito a ópera ao vivo…

Loucura, exagero, ostentação? Sim, mas também uma experiência. Não conheço Las Vegas, mas quem conhece diz que Macau é Las Vegas sem bebedeiras e despedidas de solteiro.

Para quem é português, é especial descobrir o centro histórico de Macau, classificado como Património Mundial da UNESCO em 2005.

Visitar o Largo do Senado, onde se incluem edifícios antigos, mas muitíssimo bem preservados, como a Santa Casa da Misericórdia, o Instituto para os Assuntos Municipais, o Mercado Municipal de S. Domingos, a Igreja de S. Domingos, a Igreja da Sé Catedral, além dos inúmeros escritórios e consultórios de advogados, notários e dentistas publicitados em português.

É obrigatório visitar as Ruínas de S. Paulo. Desde a Expo 98 (e do pavilhão de Macau) que sonhava com aquela escadaria que nos leva até à fachada da antiga Igreja da Madre de Deus (onde se incluía o Colégio de S. Paulo) construída no século XVI e destruída por um incêndio no século XIX. É possível ainda visitar o Museu de Arte Sacra e a Cripta.

A escadaria é mesmo muito procurada pelas fotografias. Aliás, difícil é arranjar um espacinho sem a presença de noivos, famílias inteiras ou grupos de turistas

Ao lado, a Fortaleza do Monte onde se situa o Museu de Macau, com vista para o Grand Casino de Lisboa.

Na ilha de Taipa, recordamos os sabores portugueses da cerveja Super Bock, matamos saudades dos pastéis de nata (que não têm nada a ver com os nossos…) e quisemos provar o que os locais chamavam de bifanas portuguesas…ora bem….estas bifanas eram nem mais nem menos do que pão com uma costeleta de porco panada…

Decidimos, por isso, experimentar um dos mais conhecidos restaurantes portugueses “O Santos”, em Taipa Velha, na Rua do Cunha…Decorado com cachecóis do Benfica de todo o mundo, este restaurante serve comida portuguesa, vinho português e café português! Sim, tem bolinhos de bacalhau, arroz de coentros, leitão assado, panados de porco, leite creme e muitos outros pratos típicos da nossa gastronomia.

O melhor do “Santos”? O Senhor Santos! A simpatia, o gosto em receber, a partilha de histórias de quem trocou Portugal por Macau há mais de 30 anos e a marinha mercante pela comida portuguesa…

Também em Macau, mais concretamente em Coloane, tivemos a oportunidade de visitar o Parque de Seac Pai Van, a maior área verde do território. Aves, macacos, pandas e répteis são alguns dos animais que podemos encontrar, além de plantas e árvores de diversas espécies. É uma excelente opção para quem tem crianças. Sim, porque Macau tem de tudo um pouco e para toda a gente!

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