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Madeira | Costa Norte

A Madeira é mesmo a pérola do Atlântico! Na ilha encontramos um clima fantástico, banhos de mar e de piscinas naturais, trilhos e levadas, cascatas e miradouros, teleféricos e jardins, gastronomia e natureza. Sim, 20% da ilha é ocupada pela floresta Laurissilva, com cerca de 20 milhões de anos, que é Património Mundial da Humanidade da UNESCO desde 1999.

A Madeira é o pacote completo. Se os ingleses procuram o Funchal para usufruir da reforma, muitos outros estrangeiros visitam o resto da ilha em busca da aventura!

O melhor mesmo é alugar um carro para conhecer.

6 dias não chegaram para ver tudo, mas já deu para alguma coisa. Fomos no início de dezembro e apanhamos imensa chuva, queda de pedras na estrada, aluimentos de terra e estradas cortadas. Que frustração! Tivemos de aproveitar ao máximo, claro!

 

Costa Norte

 

Começamos por S. Vicente. Aqui o verde predomina. Cobre a encosta das montanhas, ilumina os cursos de água e decora os trilhos. Como pano de fundo, está o mar. Mesmo com a chuva intensa, avistamos, no alto de uma colina, a Capelinha de Nossa Senhora de Fátima, pintada de branco e de cor de rosa. O acesso é feito por uma escadaria. Não é fácil (sobretudo em dias de chuva), mas a vista merece o esforço.

Tentamos visitar as grutas vulcânicas de S. Vicente, formadas há 890 mil euros, mas estavam encerradas. É possível fazer um percurso subterrâneo com cerca de 700 metros de comprimento e complementar a visita com uma deslocação ao Centro de Vulcanismo.

No que respeita a cascatas, recomendamos a Cascata Véu da Noiva. Situada na antiga estrada que liga São Vicente ao Seixal, é uma das quedas de água mais fotografadas. A água jorra diretamente da encosta para o mar.  Aliás, criaram propositadamente um miradouro para quem quer tirar fotos instagramáveis.

Seguimos até à Ribeira da Janela. Vale a pena descer a linha de água até à foz, onde nos espera uma praia de calhaus pretos. À nossa frente erguem-se os ilhéus da Ribeira da Janela, imponentes no mar. Um deles tem uma abertura que se assemelha a uma janela.


É possível subir e atravessar a rocha Nossa Senhora de Fátima/ Pedra do Sol (existe uma imagem embutida na rocha). O percurso leva-nos a um miradouro com vista para os ilhéus.

Se preferir praia, o melhor é ir até à praia do Seixal. De areia negra e rodeada por escarpas e montanhas, é muito procurada pela prática de desportos náuticos, como bodyboard, canoagem ou stand up paddle.

Outro dos locais para mergulhos é a Poça das Lesmas, perto da praia da Lage. É uma piscina natural, de acesso gratuito, emoldurada por rochas. É impossível não ter visto fotos deste local nas redes sociais.

Do Seixal poderá seguir até ao Fanal, que acolhe uma importante parte da floresta Laurissilva, classificada de “Reserva de Repouso e Silêncio” pelo Parque Natural da Madeira. Vale a pena ver o centenário bosque de tis. Parece que entramos num outro universo.

Seguimos até Porto Moniz. É obrigatório visitar as piscinas naturais de Porto Moniz.  De origem vulcânica, as piscinas são abertas à entrada da água do mar. Existe um conjunto de infraestruturas de apoio, como parque infantil, piscina para crianças, balneários, bar, posto de primeiros socorros, parque de estacionamento e acessos para pessoas com deficiência.

Para quem aprecia piscinas, pode ainda dar um mergulho nas piscinas naturais do Aquário/Cachalote, formadas por rochas vulcânicas. Ao contrário das anteriores, não dispõem de infraestrutura de apoio nem de instalações sanitárias, mas, durante a época balnear, têm vigilância.

Ao lado, encontramos o Aquário da Madeira. Instalado no antigo forte de S. João Baptista (1730), foi inaugurado em 2005 com o objetivo de dar a conhecer a biodiversidade marinha do arquipélago da Madeira. São 12 tanques de exposição, o maior com cerca de 500.000 litros de água salgada, guardam mais de 90 espécies autóctones.

No regresso ao Funchal paramos ainda no Paúl do Mar. A estrada estava inacreditável. Um carro que seguia em frente ao nosso apanhou com um calhau enorme no vidro. O susto foi grande mas felizmente ninguém se magoou. Esta mesma estrada, permite vistas fabulosas da paisagem das montanhas e do mar. As vistas aliadas aos sons do oceano fizeram com que a tormenta fosse mais suave. Após a descida ao Paúl, verificamos que a estrada antiga estava encerrada, pelo que tivemos que regressar pelo mesmo caminho. Correu bem! Chegamos ao Funchal!



 

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