É uma visita obrigatória para quem é português. Aproveitamos a nossa viagem à capital da Malásia – Kuala Lumpur – para um “desvio” até à cidade histórica de Malaca, classificada como Património Mundial da UNESCO desde 2008.
Colónia portuguesa entre 1511- 1641, Malaca ainda preserva alguns vestígios da nossa presença, bem como de holandeses e de ingleses, que ocuparam o território, deixando igualmente marcas.
Apanhamos o autocarro de Kuala Lumpur até Malaca, numa viagem que durou cerca de duas horas. Saímos no Terminal Melaka Sentral. Como ainda é longe do centro histórico, recorremos a um táxi que nos deixou na praça principal, conhecida como “Dutch Square” ou “Red Square”.
É nesta praça que existe a Torre do Relógio e o Museu Stadhuys, o Posto de Turismo, o Melaka Art Gallery ou o Malaysia Youth Museum, entre outras atrações. A cor vermelha predomina nos edifícios, bem como as esculturas coloridas de vacas ou moinhos, normalmente associados aos holandeses.
É impossível não dar conta das dezenas de riquexós coloridos e ruidosos que aguardam a chegada dos turistas. Hello Kitty, Minions, personagens da Disney, Baby Shark…é só escolher…ah e cada um inclui o altifalante com a música a condizer. Se o objetivo é chamar a atenção, está amplamente conseguido. Foi o que menos gostamos de Malaca.
É obrigatória a paragem no bastião de Santiago, reconstruído a partir da muralha original, onde se encontram canhões e um cenário ótimo para tirar fotografias.
Seguimos até às ruínas da Igreja de S. Paulo, onde uma estátua em homenagem a S. Francisco Xavier nos dá as boas-vindas. Da igreja (inicialmente era uma capela), erigida em 1521 por ordem do fidalgo português Duarte Coelho, pouco resta. Mesmo assim, merece uma visita. Além da importância histórica e espiritual, situa-se no cimo de uma colina com uma vista fantástica sobre a cidade.
Seguimos até à Porta de Santiago, também conhecida como “A Famosa”, uma das antigas portas da muralha erguida por Afonso de Albuquerque aquando da conquista da cidade em 1511 e que foi destruída pela ocupação holandesa que se seguiu.
No nosso percurso até à Porta de Santiago, passamos pelo Museu Marítimo de Malaca, onde é possível ver a réplica da nau “Flor do Mar”, embarcação naufragada em 1511 no estreito de Malaca.
O que mais gostamos de Malaca? A forte presença da arte nas ruas. Malaca é uma espécie de galeria de arte ao ar livre. Grandes murais, edifícios pintados, galerias de arte, cafés e restaurantes onde se respira cultura, da música à decoração, passando pelo design das ementas, até à apresentação dos pratos.
Recomendo almoçar (ou simplesmente relaxar) numa das muitas esplanadas junto ao rio Melaka, por onde passam cruzeiros cheios de turistas que nos cumprimentam.
Animação é coisa que não falta em Jonker Street. Cafés, restaurantes, lojas, espaços de arte, onde os letreiros gigantes e pouco discretos proliferam. Não conseguimos visitar o tão famoso night market, pois só se realiza ao fim de semana.
Estivemos apenas um dia em Malaca, mas era bem preciso mais tempo! Ficámos com vontade de pernoitar e de visitar outros locais. Talvez, numa próxima viagem à Malásia!
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