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Património Mundial da Humanidade desde 1993, Mérida é uma aula de História ao ar livre!

O seu nome tem origem em Augusta Emérita, cidade romana fundada em 25 a.C. pelo imperador romano Augusto. Capital da província da Lusitânia, Augusta Emérita foi criada para acolher os soldados romanos aposentados com honra.

O centro histórico de Mérida possui alguns dos melhores exemplos da herança do Império Romano. Dos aquedutos às termas, dos pórticos aos arcos, das lutas de gladiadores às corridas de quadrigas, dos mosaicos às esculturas, dos templos aos edifícios funerários, Mérida possui um património riquíssimo!

O que mais nos impressionou em Mérida foi mesmo o Teatro Romano. Dois mil anos depois da sua construção, mantém a sua função. Aqui se realiza o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida. Mas há muito mais para ver! Aqui fica o nosso TOP 10!

 

1- Teatro Romano 

Construído entre os anos 16 ou 15 a.C., por ordem do cônsul Marco Agripa, o Teatro Romano de Mérida tem capacidade para seis mil pessoas. O “palco” com mais de dois metros e meio de altura, tem três entradas de cena. Foram colocadas réplicas das estátuas que ali existiam, das figuras de Ceres, Plutão e Proserpina. As originais encontram-se no Museu Nacional de Arte Romano.

O Teatro Romano é o único edifício que, após o seu restauro em 1964, voltou a ter a sua função original. Desde 1993 que acolhe, juntamente com outros locais históricos da cidade, o Festival Internacional de Teatro Clássico no verão.

 

2- Anfiteatro Romano

Situado junto ao Teatro Romano, foi inaugurado no ano 8 a.C. Com uma forma oval, tem capacidade para 14 mil pessoas. No centro, existe um fosso em forma de cruz. O anfiteatro foi palco de lutas de gladiadores e de animais

Na visita, é possível conhecer os diferentes tipos de gladiadores do Império Romano, através dos seus trajes, armaduras e armas.

 

3- Museu Nacional de Arte Romana

Mesmo ao lado da entrada para o Teatro e Anfiteatro Romanos, fica o Museu Nacional de Arte Romana. Inaugurado em 1986, alberga objetos da civilização romana encontrados em vários locais da cidade, como lápides funerárias, objetos de cerâmica e vidro, moedas, esculturas, pinturas e mosaicos.

 

4- Alcazaba Árabe

Fortaleza construída pelo emir omíada Abderramão II, em 835 d.C., durante a ocupação de Mérida pelo exército muçulmano. É a alcazaba mais antiga da Península Ibérica. Depois da reconquista cristã, foi doada à Ordem de Santiago que a transformou em convento e residência.

De planta quadrada, com 550 metros de diâmetro, tem um acesso privilegiado à ponte romana sobre o rio Guadiana.

No seu interior, a Alcazaba apresenta vestígios de várias épocas como a romana, visigoda e árabe, entre os quais uma cisterna romana sobre a qual foi construída uma mesquita.

 

5- Templo Romano de Diana e Pórtico de Foro

O Templo de Diana terá sido construído no final do século I a.C. ou no início do século I d. C., na época do Imperador Augusto.

Fazia parte do Fórum Municipal de Mérida. De carácter religioso, é um dos edifícios mais bem preservados. De planta retangular, está rodeado de colunas. No século XVI, na base do templo, foi construído um palácio para o Conde dos Corbos.

O Pórtico do Fórum, situado nas proximidades do Templo de Diana, faz parte do Fórum Municipal de Mérida. Erigido em meados do século I a.C., era constituído por um pórtico com uma parede onde existiam várias estátuas e outros elementos decorativos com as figuras de Júpiter, Medusa e Ammón.

 A maior parte está exposta no Museu Nacional de Arte Romana.

 

6- Aqueduto San Lázaro e Circo Romano

O Aqueduto San Lázaro é um dos três aquedutos que abasteciam Mérida durante o período romano. Da estrutura original, com mais de um quilómetro, restam três pilares. No século XVI, foi construído ao lado um novo com o mesmo propósito.

Em frente ao Aqueduto San Lázaro, encontra-se o que resta do Circo Romano. Construído nos primeiros séculos I d.C., era usado para corridas de quadrigas e terá sido posteriormente adaptado para receber jogos navais.

De forma retangular, com cerca de 400 metros de comprimento e 115 de largura, é dividido em dois por uma plataforma, de nome spina, que seria decorada por obeliscos, estátuas ou colunas. Teria capacidade para acolher 30 mil pessoas nas bancadas.

 

7- Ponte Romana sobre o rio Guadiana

Foi a primeira construção feita pelos romanos para proteger a cidade de Mérida, por volta do ano 25 a.C., de possíveis ataques. Mede 792 metros de comprimento, tem 12 metros de altura e possui 60 arcos. Foi restaurada várias vezes ao longo dos séculos, sendo que a do século XIX deixou a estrutura com a configuração que tem hoje em dia

 

8- Catedral de Santa Maria da Mayor

Foi edificada entre os séculos XIII e XVI, sob um antigo templo visigodo, durante o período da reconquista cristã. Diz-se que aqui poderá ter existido a famosa catedral de Santa Maria de Jerusalém. De estilo gótico, tem três naves. Do seu interior, destaca-se a imagem de Nossa Senhora da Guia.

 

9-Praça de Espanha

Espaço central na vida de Mérida, a Praça de Espanha foi, durante séculos, espaço de inúmeras atividades. Foi mercado, praça de touros, percurso de procissões e desfiles, palco de espetáculos de teatro, lugar de castigos, receção de convidados para as visitas aos Reis Católicos, entre outras funções.

No centro da Praça de Espanha, impõe-se uma fonte neobarroca em mármore de finais do século XIX, da autoria das oficinas do escultor português Germano José de Salles.

O recinto é rodeado de várias arcadas. Aqui se localizam alguns dos mais antigos edifícios como a Catedral de Santa Maria da Assunção, o Palácio dos Mendoza, a Casa dos Pacheco, a Câmara Municipal, o Círculo Emeritense e o Palácio da China.

 

10-Casa do Mitreo e Columbários

Num terreno contíguo à Praça de Touros de Mérida (1914), encontramos a Casa do Mitreo, uma vivenda construída em finais do século I e princípios do II d.C. A sua extensão e a decoração relacionada com o culto a Mitra, deus Sol, revelam que os proprietários da casa seriam pessoas de riqueza e com algum estatuto na sociedade. É possível observar as diferentes divisões, incluindo as subterrâneas, zona de banhos, cisternas, pátios, e as pinturas e mosaicos com figuras humanas e mitológicas, elementos do universo, da vida marinha, terrestre e celestial.

Saindo da Casa do Mitreo, vislumbramos um corredor de ciprestes. O caminho leva-nos até aos Columbários, um conjunto de pequenos edifícios funerários, do século I d.C., que albergavam no seu interior os restos mortais (cinzas) de duas famílias, os Vocónios e os Júlios.


 

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