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Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede

O Museu de Arte e do Colecionismo (MACC) de Cantanhede, inaugurado a 29 de setembro de 2024, surgiu a partir da doação de Cândido Ferreira (1949-2023), médico, colecionador e escritor, e da sua esposa Liliana Ferreira, ao município de Cantanhede.

Natural de Febres, concelho de Cantanhede, Cândido Ferreira formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, especializando-se em Nefrologia. Fundou em Leiria, cidade onde residiu, uma das primeiras clínicas de hemodiálise em Portugal. Algumas das técnicas que utilizou nesta área foram consideradas pioneiras. Publicou vários romances e livros de crónicas. Participou em várias organizações e associações, e desempenhou vários cargos político-partidários.

Ao longo de décadas, Cândido Ferreira foi reunindo coleções de todos os géneros que estão agora expostas no MACC.

O acervo é composto por cerca de 800 mil peças de mais de 100 coleções distintas. O espaço apresenta uma imensa diversidade de objetos e artefactos, distribuídos pelas seguintes áreas temáticas:

  • Arqueologia e Antiguidades egípcias, clássicas e orientais; 
  • Arte sacra;
  • Artes Decorativas, com destaque para a Porcelana da Companhia das Índias, Faiança Portuguesa, Vista Alegre, Vidros, Cerâmica das Caldas e de Alcobaça, além de têxteis e gravura;
  • Pinacoteca, com pintura a óleo e aguarela do Romantismo, do Naturalismo e do primeiro Modernismo, integrando obras representativas dos principais pintores desses movimentos em Portugal;
  • Artesanato e Culturas do Mundo, com artefactos e testemunhos musicais recolhidos em dezenas de países de todos os continentes;
  • Numismática e História do Dinheiro e correlativos, com coleções de numismática grega, romana e islâmica, e de moedas e papel-moeda de toda a História de Portugal e dos seus antigos domínios coloniais;
  • Medalhística, Postais ilustrados, Filatelia e História Postal; 
  • Filumenismo, lápis, miniaturas, botões, e várias outras coleções, numa ilustração da riqueza e da diversidade do colecionismo e dos interesses do colecionador;
  • Aparelhos de radiodifusão e de reprodução sonora;
  • Outros objetos como copos, canecas, garrafas, latas de bebidas, caixas de fósforos, cinzeiros, cintas de charuto, vídeos, discos de vinil, autocolantes, “pins”, galhardetes, réguas, lápis, afiadeiras, esferográficas, miniaturas, botões, calendários, brinquedos, despertadores, porta-chaves, relógios de pulso, ferros de engomar, paliteiros, entre outros;

    Visitar este museu é fazer uma verdadeira viagem no tempo, até à infância, mas também pelo mundo. 

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