Oviedo é uma daquelas cidades que não precisam de grandes dimensões para surpreender. Elegante, histórica, monumental e extraordinariamente agradável de percorrer a pé, a capital das Astúrias reúne num espaço relativamente compacto uma catedral gótica, vestígios do antigo Reino das Astúrias, alguns dos mais importantes monumentos pré-românicos da Europa, museus, praças cheias de vida, parques, esculturas, sidrarias e uma gastronomia capaz de justificar, por si só, uma viagem.
Mas há algo mais difícil de explicar: Oviedo tem uma atmosfera própria. É uma cidade de pedra e de sidra, de igrejas medievais e cafés, de palácios e estátuas, de tradição e cultura. É também uma cidade intimamente ligada ao nascimento do culto jacobeu e ao Caminho de Santiago, razão pela qual, durante séculos, foi um dos grandes centros de peregrinação da Península Ibérica.
Hoje, visitar Oviedo significa juntar várias viagens numa só: uma viagem pela Alta Idade Média, uma viagem pela história religiosa do norte de Espanha, uma viagem pela cultura asturiana e, claro, uma viagem gastronómica.
Uma breve história de Oviedo
A cidade surgiu no século VIII e ganhou importância durante a formação e consolidação do Reino das Astúrias, tornando-se a sua capital. Foi sobretudo durante os séculos VIII e IX que Oviedo adquiriu uma importância política, religiosa e cultural muito superior à que a sua dimensão atual poderia fazer imaginar.
Sob os monarcas asturianos, a cidade foi enriquecida com igrejas, edifícios palatinos e estruturas que ajudaram a criar um estilo arquitetónico próprio: o chamado pré-românico asturiano.
Este estilo é uma das grandes razões pelas quais Oviedo ocupa um lugar tão especial na história da arte europeia.
A arquitetura pré-românica asturiana desenvolveu-se sobretudo durante os séculos IX e início do X e combinou diferentes influências da tradição tardo-antiga, visigótica, paleocristã e carolíngia, criando soluções arquitetónicas e decorativas próprias. A UNESCO considera os monumentos de Oviedo e do Reino das Astúrias exemplos excecionais deste fenómeno.
Foi também neste contexto que a cidade ganhou uma enorme importância religiosa.
Segundo a tradição jacobeia conservada pela Catedral de Oviedo, em 834, depois de ter conhecimento da descoberta do túmulo atribuído ao apóstolo Santiago, o rei Afonso II, o Casto, partiu de Oviedo em direção a Compostela. Essa viagem está na origem do chamado Caminho Primitivo, considerado o mais antigo dos caminhos jacobeus.
Ao longo dos séculos, as relíquias conservadas na Catedral fizeram de Oviedo um importante destino de peregrinação. A famosa tradição medieval expressa essa importância através da frase:
“Quem vai a Santiago e não ao Salvador visita o criado e não o Senhor.”
Não é por acaso, portanto, que a cidade continua profundamente ligada ao universo jacobeu.
O centro histórico de Oviedo
A melhor maneira de conhecer Oviedo é andar.
O centro histórico é relativamente compacto e reúne numa área pequena uma quantidade impressionante de monumentos, praças, palácios, igrejas, museus, lojas, cafés e sidrarias.
A cidade presta-se particularmente bem a uma visita sem pressa. Em vez de tentar cumprir uma lista interminável de atrações, vale a pena caminhar pelas ruas, entrar nas praças, observar as fachadas e descobrir as numerosas esculturas espalhadas pelo espaço urbano.
O próprio traçado urbano conta parte da história da cidade.
Catedral de Oviedo
A Catedral de San Salvador é provavelmente o monumento que melhor representa Oviedo.
A sua torre domina o centro histórico e constitui uma das imagens mais reconhecíveis da cidade. O edifício atual é essencialmente gótico, embora o conjunto conserve elementos e espaços de diferentes períodos históricos.
A construção da catedral começou no final do século XIII e prolongou-se durante vários séculos. O resultado é um templo em que predominam as formas góticas, mas onde também encontramos elementos renascentistas e barrocos.
A fachada e a torre são particularmente marcantes. No interior, as três naves, as capelas laterais, o transepto e o deambulatório revelam a evolução do edifício ao longo dos séculos.
Um dos elementos mais interessantes é o retábulo-mor, de grandes dimensões, com cenas relacionadas com a vida de Cristo.
Mas a importância da Catedral não reside apenas na sua arquitetura.
No interior encontra-se a Câmara Santa, um dos espaços religiosos e históricos mais importantes das Astúrias.
A Câmara Santa integra o conjunto de monumentos de Oviedo e do Reino das Astúrias inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO.
A Câmara Santa
A Câmara Santa é um pequeno edifício de dois pisos associado à Catedral. Durante muito tempo acreditou-se que tivesse sido construída durante o reinado de Afonso II como capela palatina e espaço destinado às relíquias. Estudos arqueológicos mais recentes apontam, contudo, para uma construção durante o reinado de Afonso III, no final do século IX, com funções inicialmente episcopais, martiriais e funerárias.
A Câmara Santa conserva um dos grandes tesouros religiosos de Oviedo.
Entre as peças mais célebres encontram-se:
- a Cruz dos Anjos;
- a Cruz da Vitória;
- a Caixa das Ágatas;
- a Arca Santa;
- e o Santo Sudário, segundo a tradição.
A Câmara Santa possui ainda a Cripta de Santa Leocadia no piso inferior.
A sua importância artística é igualmente extraordinária. As esculturas dos apóstolos que decoram o espaço constituem uma das grandes manifestações da escultura românica peninsular.
É, por isso, um dos lugares que não deve ser simplesmente “visto”: merece tempo para compreender o seu significado histórico e religioso.
Plaza de Alfonso II el Casto
À frente da Catedral abre-se uma das praças mais emblemáticas de Oviedo.
É conhecida como Plaza de Alfonso II el Casto, em homenagem ao monarca associado ao desenvolvimento de Oviedo como capital do Reino das Astúrias.
A praça é um excelente ponto para começar a explorar o centro histórico.
Além da própria Catedral, encontram-se aqui edifícios históricos e palácios que ajudam a compreender a evolução da cidade.
No centro da praça encontra-se também uma das esculturas mais fotografadas de Oviedo: La Regenta, personagem criada pelo escritor Leopoldo Alas “Clarín”.
Cimadevilla: o bairro mais antigo
Nas proximidades da Catedral começa Cimadevilla, uma das zonas mais antigas do centro histórico.
É uma área particularmente interessante para caminhar sem destino definido, seguindo ruas estreitas, pequenas praças e fachadas históricas.
Aqui encontram-se lugares como a Plaza de Trascorrales, antiga zona ligada ao mercado, e a Plaza de la Constitución.
Plaza de la Constitución
A Plaza de la Constitución é outra das grandes praças monumentais da cidade.
É dominada por dois edifícios importantes:
- o Ayuntamiento de Oviedo, a Câmara Municipal;
- a Igreja de San Isidoro el Real.
O conjunto tem uma forte presença barroca e constitui um dos espaços urbanos mais característicos de Oviedo.
A praça é também um excelente ponto para iniciar uma caminhada pelo centro histórico ou continuar em direção ao Fontán e à zona das sidrarias.
El Fontán
Poucos lugares representam tão bem a dimensão quotidiana de Oviedo como El Fontán.
A zona inclui uma praça rodeada por edifícios coloridos e galerias, além do antigo mercado coberto.
O ambiente é particularmente agradável durante as horas de maior movimento, quando os cafés, restaurantes e esplanadas ocupam o espaço.
O mercado é uma boa oportunidade para observar produtos locais e perceber a relação entre a cidade e a gastronomia asturiana.
A zona do Fontán é também excelente para comer ou simplesmente sentar-se numa esplanada e observar o movimento.
Plaza de Daoíz y Velarde
Ao lado do Fontán encontra-se a Plaza de Daoíz y Velarde, outro espaço tradicional do centro de Oviedo.
As arcadas e as fachadas coloridas ajudam a criar uma das imagens mais fotogénicas da cidade.
É uma zona especialmente agradável para quem gosta de arquitetura urbana, fotografia e ambientes mais descontraídos.
La Foncalada
Uma das grandes surpresas de Oviedo encontra-se quase escondida entre as ruas da cidade.
É La Foncalada, uma fonte monumental medieval que constitui um dos exemplos mais extraordinários de engenharia hidráulica da Alta Idade Média.
A construção está associada ao período do rei Afonso III e foi concebida para proteger e canalizar uma nascente de água.
O edifício possui uma estrutura de pedra com cobertura e apresenta, no frontão, a Cruz da Vitória, acompanhada pelas letras alfa e ómega.
La Foncalada integra o conjunto de monumentos de Oviedo e do Reino das Astúrias inscrito pela UNESCO.
San Tirso el Real
Mesmo junto à Catedral encontra-se a Igreja de San Tirso el Real.
A igreja fez parte do complexo palatino e religioso associado ao rei Afonso II.
Do edifício primitivo resta sobretudo a famosa janela da cabeceira, uma das peças mais reconhecíveis da arquitetura asturiana inicial.
Universidade de Oviedo
A Universidade de Oviedo foi fundada no final do século XVI por iniciativa de Fernando de Valdés Salas.
O edifício histórico apresenta uma magnífica fachada de estilo renascentista e um claustro que continua associado à vida cultural e universitária da cidade.
A universidade representa outra etapa da história de Oviedo: depois da cidade medieval e da capital do Reino das Astúrias, encontramos a cidade intelectual e cultural que se desenvolveu nos séculos seguintes.
Palácios históricos
O centro de Oviedo conserva numerosos exemplos de arquitetura civil.
Entre os edifícios que merecem atenção encontram-se os palácios de Valdecarzana-Heredia, La Rúa, Camposagrado e Toreno.
Não é necessário visitar todos interiormente para apreciar a sua importância. Muitas vezes, basta percorrer as ruas do centro histórico e observar portais, escudos, varandas e fachadas.
Esta arquitetura senhorial ajuda a explicar a evolução de Oviedo de capital medieval para cidade aristocrática e, mais tarde, para centro administrativo e cultural das Astúrias.
Campo de San Francisco
Depois de percorrer as ruas históricas, nada melhor do que entrar no Campo de San Francisco.
Com cerca de 90.000 m², é o principal parque urbano de Oviedo e um verdadeiro pulmão verde no centro da cidade.
A sua origem está relacionada com os terrenos do antigo convento franciscano e a transformação do espaço num parque urbano durante a expansão da cidade.
Hoje é um dos locais preferidos dos habitantes para passear, descansar, ler ou simplesmente fugir por alguns minutos ao movimento urbano.
Entre a vegetação encontram-se árvores de grande porte, caminhos, pequenas praças, monumentos e elementos arquitetónicos históricos.
O parque também é conhecido pelas suas esculturas.
E existe uma personagem que atrai especialmente os visitantes:
A Mafalda
Num banco do Campo de San Francisco encontra-se uma estátua de Mafalda, a famosa personagem criada pelo argentino Quino.
Sentar-se ao lado dela tornou-se quase um ritual para quem visita Oviedo.
A escultura é apenas uma das muitas estátuas que se encontram espalhadas pela cidade.
As estátuas de Oviedo
Uma das formas mais divertidas de descobrir Oviedo é fazer uma espécie de caça às estátuas.
A cidade está cheia de esculturas que representam personagens literárias, artistas, figuras populares e pessoas relacionadas com a história local.
Entre as mais conhecidas encontra-se a Mafalda, no Campo de San Francisco, e a escultura de Woody Allen, situada numa das zonas centrais da cidade.
Há ainda personagens ligadas à vida quotidiana e à literatura.
Estas esculturas fazem com que o passeio pelo centro seja menos previsível: nunca se sabe muito bem quem aparecerá na esquina seguinte.
Teatro Campoamor
O Teatro Campoamor é um dos edifícios culturais mais importantes de Oviedo.
Inaugurado no século XIX, tornou-se uma das principais referências culturais da cidade.
É particularmente conhecido por acolher a cerimónia de entrega dos Prémios Princesa das Astúrias, um dos acontecimentos anuais de maior projeção internacional da região.
A sua presença junto à Plaza de la Escandalera ajuda a marcar a transição entre o centro histórico e a Oviedo burguesa e urbana dos séculos XIX e XX.
Plaza de la Escandalera
A Plaza de la Escandalera funciona como uma espécie de ponte entre diferentes épocas de Oviedo.
De um lado está o centro histórico; do outro, o Campo de San Francisco, a arquitetura do século XIX e a zona comercial.
É um dos espaços mais movimentados da cidade e um bom ponto para continuar a caminhada em direção à Calle Uría.
Calle Uría: a Oviedo comercial
A Calle Uría é uma das principais artérias comerciais de Oviedo.
O seu ambiente é bastante diferente do das ruas medievais.
Aqui encontramos lojas, cafés, edifícios de finais do século XIX e do século XX e uma cidade mais moderna, elegante e cosmopolita.
É também uma das melhores zonas para fazer compras.
Nas ruas envolventes surgem ainda edifícios históricos e espaços culturais que merecem ser descobertos.
Museu de Belas Artes das Astúrias
Para quem gosta de arte, o Museu de Belas Artes das Astúrias é uma paragem obrigatória.
O museu está instalado num conjunto de edifícios históricos que inclui o Palácio de Velarde, uma construção de 1940 integrada no conjunto e a Casa de Oviedo-Portal, do século XVII.
A coleção permanente ultrapassa atualmente 15.000 obras, tornando-o numa das grandes coleções públicas de arte de Espanha.
As coleções abrangem um período muito amplo, desde a Idade Média até à arte contemporânea.
Há pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia e artes aplicadas.
A pintura espanhola ocupa um lugar particularmente importante, mas o acervo inclui igualmente obras de escolas europeias, nomeadamente italiana e flamenga.
É um museu especialmente interessante para quem pretende perceber a evolução artística das Astúrias dentro de um contexto espanhol e europeu mais amplo.
Museu Arqueológico das Astúrias
Outro museu fundamental encontra-se no antigo Mosteiro de San Vicente.
O Museu Arqueológico das Astúrias permite fazer uma viagem por milhares de anos de história.
As coleções abrangem períodos que vão da Pré-História à Idade Média, incluindo materiais paleolíticos, vestígios da Idade dos Metais, peças relacionadas com a romanização e importantes testemunhos da cultura medieval asturiana.
Para quem visita Oviedo interessado no património pré-românico, este museu é particularmente útil porque ajuda a contextualizar aquilo que se vê nos monumentos.
É também uma excelente opção para dias de chuva — algo que, nas Astúrias, convém ter sempre em mente.
A arte pré-românica asturiana
Se existe um tema que distingue Oviedo de muitas outras cidades espanholas é este.
O pré-românico asturiano constitui uma das manifestações artísticas mais importantes da Alta Idade Média na Península Ibérica.
A arquitetura desenvolvida no Reino das Astúrias durante os séculos VIII e IX apresenta características próprias, tanto na organização dos espaços como nas soluções construtivas e na decoração.
A UNESCO considera este conjunto testemunho de uma tradição arquitetónica que teve posteriormente importância no desenvolvimento da arquitetura religiosa da Península.
E o melhor de tudo é que vários dos seus exemplos mais importantes estão em Oviedo ou muito perto da cidade.
Santa María del Naranco
O antigo palácio que se transformou em igreja
Subindo ao Monte Naranco, chega-se a um dos monumentos mais extraordinários das Astúrias: Santa María del Naranco.
Construído durante o reinado de Ramiro I, entre 842 e 850, o edifício foi originalmente concebido como residência real e só posteriormente foi convertido em igreja.
É uma construção relativamente pequena, mas de enorme sofisticação.
A sua planta retangular organiza-se em dois níveis e apresenta uma sucessão de espaços e arcadas que criam uma aparência surpreendentemente elegante.
As fachadas, os miradouros e os relevos são particularmente importantes.
O edifício combina funcionalidade, representação do poder e uma arquitetura de grande qualidade artística.
É precisamente esta combinação que torna Santa María del Naranco tão especial.
San Miguel de Lillo
A poucos minutos de Santa María del Naranco encontra-se San Miguel de Lillo.
Também construída durante o reinado de Ramiro I, fazia parte do mesmo ambiente monumental do Monte Naranco.
O edifício original era maior do que aquilo que chegou aos nossos dias. Parte da construção perdeu-se ao longo dos séculos e apenas uma parte significativa do edifício original permanece.
Ainda assim, San Miguel de Lillo conserva elementos escultóricos e arquitetónicos fundamentais para compreender a originalidade da arte asturiana.
Santa María del Naranco e San Miguel de Lillo são dois dos grandes monumentos do conjunto UNESCO de Oviedo e do Reino das Astúrias.
San Julián de los Prados
Outro monumento essencial é a Basílica de San Julián de los Prados, também conhecida como Santullano.
Foi construída durante o reinado de Afonso II, entre 791 e 842, e é um dos melhores exemplos da arquitetura pré-românica asturiana.
O edifício distingue-se pelas suas dimensões, pela organização espacial e, sobretudo, pelas pinturas murais do interior.
É um monumento diferente de Santa María del Naranco.
Enquanto esta impressiona pela elegância das proporções e pelo caráter palaciano, San Julián de los Prados permite compreender melhor a arquitetura religiosa monumental do período.
As pinturas interiores são particularmente valiosas, com motivos de tradição clássica.
O conjunto UNESCO
É importante esclarecer um ponto que por vezes aparece de forma confusa em guias turísticos.
O Património Mundial da UNESCO não corresponde simplesmente a “três igrejas de Oviedo”.
O bem denominado “Monumentos de Oviedo e do Reino das Astúrias” inclui seis elementos:
- Santa María del Naranco;
- San Miguel de Lillo;
- San Julián de los Prados;
- a Câmara Santa de Oviedo;
- La Foncalada;
- Santa Cristina de Lena.
Os cinco primeiros estão em Oviedo; Santa Cristina de Lena fica no município de Lena, a sul da cidade.
Esta distinção é importante para quem pretende visitar todo o conjunto.
A sidra: uma experiência obrigatória
É impossível falar de Oviedo sem falar de sidra.
A sidra asturiana não é simplesmente uma bebida. É uma parte fundamental da cultura local e uma experiência social.
A melhor forma de a experimentar é numa sidrería, onde o ritual do escanciado — servir a sidra de uma determinada altura para favorecer a oxigenação da bebida — faz parte da experiência.
E há um lugar particularmente associado a esta tradição:
Calle Gascona, o Boulevard da Sidra
A Calle Gascona é conhecida como o Bulevar de la Sidra e concentra numerosas sidrerias e restaurantes.
É uma das zonas mais animadas para experimentar a gastronomia asturiana acompanhada de sidra.
Não é necessário ser especialista.
Peça uma sidra, observe o escanciador e aproveite o ambiente.
A cultura da sidra é tanto sobre a bebida como sobre a forma de a partilhar.
O que comer em Oviedo
A gastronomia é uma das grandes razões para visitar a cidade.
Oviedo funciona como uma excelente introdução à cozinha das Astúrias, reunindo pratos tradicionais, produtos locais e uma oferta gastronómica contemporânea cada vez mais diversificada.
Entre os pratos e produtos que vale a pena experimentar encontram-se:
Fabada asturiana
Um dos pratos mais famosos das Astúrias.
É preparada com fabes, as grandes leguminosas brancas asturianas, acompanhadas tradicionalmente por diferentes produtos de porco.
É um prato substancial, perfeito para dias frios.
Cachopo
Dois filetes de vitela recheados, tradicionalmente, com presunto e queijo, envolvidos em farinha, ovo e pão ralado e fritos.
É um dos pratos mais populares entre os visitantes.
Convém, contudo, não subestimar o tamanho: muitas doses são generosas e podem facilmente ser partilhadas.
Queijos asturianos
As Astúrias são uma das grandes regiões queijeiras de Espanha.
Entre os nomes mais conhecidos encontram-se Cabrales, Gamoneu/Gamonéu e Vidiago, entre muitos outros.
Para quem gosta de queijo, uma degustação é praticamente obrigatória.
Carne gobernada
É uma especialidade tradicional muito associada a Oviedo.
Trata-se de carne cozinhada lentamente com cebola e outros ingredientes, criando um prato reconfortante e cheio de sabor.
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