Entre as muitas maravilhas naturais do Rio de Janeiro, o Pão de Açúcar destaca-se como um dos mais icónicos cartões-postais do Brasil. Este monólito de granito, com 396 metros de altura, ergue-se sobre a Baía de Guanabara e oferece uma das mais belas panorâmicas da cidade — especialmente ao pôr do sol, quando a luz dourada pinta o céu e o mar de tons deslumbrantes.
O lendário Bondinho
Tal como no Cristo Redentor, a subida ao topo do Pão de Açúcar faz-se por um teleférico: o famoso Bondinho do Pão de Açúcar. Inaugurado em 1912, foi o primeiro teleférico do Brasil e o terceiro do mundo — um feito de engenharia visionário idealizado pelo engenheiro Augusto Ferreira Ramos.
A viagem é dividida em duas etapas. Primeiro, da Praia Vermelha até ao Morro da Urca (com 220 metros de altitude), e depois deste até ao cume do Pão de Açúcar (396 m de altitude). Em ambas as paragens existem miradouros que merecem ser explorados com tempo, já que a vista muda consoante o ângulo e a altura. É possível avistar Copacabana, o Corcovado, a enseada de Botafogo e toda a entrada da Baía de Guanabara.
Para evitar filas e garantir o seu lugar, recomenda-se a compra antecipada do bilhete oficial. O local é muito procurado, sobretudo na época alta e finais de tarde ensolarados.
Mais do que um morro: um monumento natural
O complexo que integra o Morro da Urca e o Morro do Pão de Açúcar é hoje uma área protegida: o Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca, criado em 2006. Tem uma área de cerca de 91,5 hectares e preserva uma rara combinação de Mata Atlântica e formações geológicas milenares.
Um palco de cultura e aventuras
A história do Pão de Açúcar está repleta de momentos curiosos e visitas ilustres. Albert Einstein, John F. Kennedy, Elton John e muitos outros já subiram ao cume. Nos anos 80, o Morro da Urca acolheu concertos memoráveis. E em 1977, o equilibrista Steven McPeak atravessou o cabo do teleférico numa performance inesquecível.
O complexo tem ainda importância histórica para o montanhismo nacional. A primeira escalada documentada ao Pão de Açúcar remonta a 1817, feita por uma inglesa, Henrietta Carstiers — um marco pioneiro da escalada no Brasil.
Dica final
Se ainda tiver tempo ao descer, não deixe de aproveitar a Praia Vermelha, mesmo ao lado da estação térrea do bondinho. É um lugar tranquilo e ótimo para um mergulho final ao pôr do sol.
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