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Parque Nacional de Yala

Conhecido pela elevada densidade de leopardos, pelos grandes elefantes asiáticos e pela extraordinária biodiversidade, o Parque Nacional de Yala oferece uma das experiências de vida selvagem mais impressionantes da Ásia. Localizado na região sudeste do Sri Lanka, distribui-se pelas províncias do Sul e de Uva.

A história do Parque Nacional de Yala

Durante o período colonial britânico, Yala tornou-se uma reserva de caça. Felizmente, em 1938 foi oficialmente transformado em parque nacional, tornando-se uma das primeiras áreas protegidas do Sri Lanka.

Atualmente, protege cerca de 126.000 hectares, integrando uma área de conservação ainda maior que inclui reservas naturais e corredores ecológicos essenciais para a sobrevivência da fauna selvagem.

O reino dos leopardos

Yala tornou-se mundialmente famoso graças ao seu habitante mais emblemático: o leopardo-do-Sri-Lanka (Panthera pardus kotiya).

Esta subespécie é endémica do Sri Lanka, ou seja, não existe em mais nenhum lugar do planeta.

Ao contrário de muitas regiões africanas, onde os leopardos partilham território com leões e hienas, no Sri Lanka este magnífico felino ocupa o topo da cadeia alimentar. A ausência de grandes predadores concorrentes permite-lhe dominar o ecossistema.

Graças à abundância de presas e às excelentes condições do habitat, Yala apresenta uma das maiores densidades de leopardos do mundo, tornando-se um dos melhores locais para tentar observar esta espécie em liberdade.

Ainda assim, importa recordar que se trata de animais totalmente selvagens. Mesmo num parque famoso pelos leopardos, nunca existe garantia de avistamento, o que torna cada encontro ainda mais especial.

O leopardo-do-Sri-Lanka

O leopardo-do-Sri-Lanka distingue-se pela sua pelagem dourada coberta de elegantes rosetas negras e pelo porte robusto.

Os machos podem ultrapassar os 70 kg, tornando esta uma das maiores subespécies de leopardo existentes.

Apesar da sua imponência, é um predador extremamente discreto. Move-se quase sem produzir qualquer ruído e utiliza a vegetação densa para se aproximar das presas.

Durante o dia, é comum encontrá-lo a descansar sobre grandes rochas graníticas ou nos ramos de árvores, aproveitando a sombra antes de iniciar a atividade nas horas de menor calor.

Ver um leopardo surgir lentamente entre os arbustos é, para muitos visitantes, o ponto alto de toda a viagem ao Sri Lanka.

Os elefantes de Yala

Embora os leopardos sejam a grande estrela do parque, os elefantes asiáticos são, na realidade, os animais mais frequentemente observados.

Em praticamente todos os safáris existe uma elevada probabilidade de encontrar grupos familiares junto às lagoas ou em zonas abertas.

Os machos adultos podem ultrapassar os três metros de altura e pesar mais de cinco toneladas.

Durante a estação seca, dezenas de elefantes concentram-se nas lagoas permanentes, proporcionando algumas das imagens mais emblemáticas de Yala.

A população de elefantes do Sri Lanka é considerada uma das mais importantes da Ásia e desempenha um papel essencial na regeneração das florestas, dispersando sementes e abrindo caminhos através da vegetação.

Muito mais do que leopardos e elefantes

A biodiversidade de Yala é impressionante.

Ao longo de um safari é possível observar uma enorme variedade de mamíferos, répteis e outros animais selvagens.

Entre os mais comuns encontram-se:

  • crocodilos-de-água-salgada, considerados os maiores répteis do mundo;
  • crocodilos-de-pântano;
  • búfalos selvagens;
  • veados-malhados;
  • sambares, os maiores cervídeos da Ásia;
  • javalis;
  • mangustos;
  • chacais-dourados;
  • lebres;
  • macacos-langur;
  • macacos-toque;
  • esquilos-gigantes.

Com um pouco mais de sorte, também poderão surgir preguiças-beiçudas (sloth bears), um dos mamíferos mais raros e difíceis de observar no parque.

Cada safari é completamente diferente, tornando impossível prever quais os animais que irão aparecer.

Um paraíso para observadores de aves

Mesmo quem não tem especial interesse por aves acaba por ficar surpreendido com a riqueza ornitológica de Yala.

Mais de 200 espécies de aves foram registadas no parque, incluindo diversas espécies residentes e migratórias.

Entre as mais facilmente observáveis encontram-se:

  • pavões;
  • pelicanos;
  • cegonhas;
  • garças;
  • íbis;
  • colhereiros;
  • águias-marinhas;
  • águias-serpenteiras;
  • martins-pescadores;
  • corujas;
  • abelharucos;
  • calaus.

Durante o inverno europeu chegam ainda numerosas aves migratórias provenientes da Ásia Central e da Sibéria, aumentando ainda mais a diversidade.

Crocodilos

As lagoas de Yala escondem alguns dos maiores crocodilos da Ásia.

O crocodilo-de-água-salgada pode ultrapassar os seis metros de comprimento e é considerado o maior réptil vivo do planeta.

Apesar do nome, vive igualmente em rios e lagoas interiores.

É frequente observá-los imóveis nas margens, completamente camuflados, enquanto aguardam uma oportunidade para capturar uma presa.

Como decorre um safari em Yala?

Os safáris realizam-se em veículos 4×4 abertos, conduzidos por motoristas experientes que conhecem profundamente o parque e os hábitos da fauna.

A entrada faz-se por um dos portões principais e os percursos seguem caminhos de terra batida que atravessam diferentes habitats.

Ao longo da visita, o guia vai comunicando por rádio com outros veículos sempre que algum animal raro é encontrado, permitindo aumentar as probabilidades de observação.

Os safáris decorrem normalmente em dois períodos:

  • Safari da manhã: aproximadamente entre as 5h30 e as 9h30;
  • Safari da tarde: cerca das 14h00 às 18h00.

As primeiras horas da manhã e o final da tarde oferecem temperaturas mais amenas e maior atividade dos animais, sendo geralmente os melhores momentos para fotografar.

Qual é a melhor época para visitar Yala?

O parque pode ser visitado durante grande parte do ano, mas as condições variam conforme a estação.

Entre fevereiro e julho, o clima tende a ser mais seco e a vegetação menos densa, facilitando a observação da fauna. Nesta altura, muitos animais concentram-se junto às lagoas e pontos de água, aumentando as probabilidades de avistamento.

Nos restantes meses, especialmente após períodos de chuva, a paisagem torna-se mais verde e exuberante, embora os animais possam dispersar-se por áreas maiores.

É importante verificar previamente se o parque ou alguns dos seus setores se encontram temporariamente encerrados para recuperação ambiental, algo que acontece ocasionalmente.

Fotografias

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