Conhecemos Phuket na nossa segunda viagem à Tailândia. Chegámos à ilha com uma ideia e partimos com outra. É uma mistura de várias culturas, de praias paradisíacas, de uma gastronomia apelativa do ponto de vista sensorial, de uma cidade que também tem selva e campo.
Phuket é a maior ilha da Tailândia, embora esteja ligada ao continente pela ponte Sarasin.
Patong
A primeira imagem de Phuket que nos vinha à cabeça eram as festas na praia marcadas por álcool, droga e sexo. Mas, na realidade, o chamado “turismo de mochila” é apenas uma parte de Phuket e está de facto mais concentrado na zona de Patong, onde o alojamento é mais barato e onde proliferam os bares, os cabarés, os clubes de “ping-pong show”, as casas de massagens e de muay thai.
Durante o dia, Patong reflete os exageros da noite…o nosso calçado cola literalmente ao chão da rua Thanon Bangla fruto do consumo excessivo de álcool e dos seus efeitos…a praia de Patong é enorme, mas estava muito suja, com os vestígios da noite, principalmente de copos de plástico.
Percorremos o centro de Patong. Ficamos surpreendidos com a quantidade de clínicas de cirurgias plásticas e de tratamentos dentários. Há todo um conceito de turismo estético e de bem-estar em crescimento.
Para quem gosta de compras, aconselhamos o centro comercial Jung Ceylon, o tradicional Banzaan Fresk Market e o OTOP, um mercado ao ar livre. A oferta é muito variada.
Escolhemos também Phuket porque, do ponto de vista geográfico, fica perto de tudo. É possível fazer excursões de um dia a locais como as ilhas Phi-Phi, as ilhas Similan, a Baía de Phang- Nga (também conhecida como ilha de James Bond) ou Railay (Krabi).
Como tal, aproveitamos a nossa estadia em Phuket para visitar outros locais.
Optamos por ficar alojados em Kata, longe da confusão dos mochileiros. É uma zona super tranquila, cheia de restaurantes, hotéis, lojas de souvenir e supermercados.
A nossa escolha recaiu sobre o Hotel Sugar Marina Resort- Kata Beach. Sossegado, bem localizado, limpo, com piscina e ginásio, e um bom pequeno-almoço.
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As praias
A praia mais próxima do nosso hotel era Kata Beach. Apanhamos o mar bastante calmo e temperatura da água ronda os 27º C. Sim, era sopa, como se costuma dizer! É ótima como um destino de praia para famílias. Além disso, a paisagem era incrível. Com a ilha Ko Pu no horizonte, o verde abraça o azul da água em contraste com a areia dourada.
Guardo na memória aquele pôr-do-sol a rasgar com as suas cores o céu e o seu reflexo na água. Kata Beach é um verdadeiro postal.
Logo a seguir, encontramos Kata Noi, com maior ondulação e, portanto, mais adequada à prática de surf.
Para quem procura uma maior variedade de desportos aquáticos, nomeadamente snorkeling e mergulho, recomendamos a praia de Karon, um pouco acima de Kata Beach. Por toda a ilha, não faltam transportes. Táxis, autocarros, scooter, tuk-tuk…as opções são muitas!
Um dos locais mais fotografados em Phuket é o miradouro de Karon. Localizado entre as praias Nai Harn e Kata Noi, este ponto de observação permite uma vista incrível sobre as três praias- Karon, Kata Beach e Kata Noi, banhadas pelo mar Andaman.
A sul, encontramos uma das mais bonitas e sossegadas praias, Nai Harn, de águas cristalinas e areia branca, numa baía preenchida por hotéis de luxo.
Outros dos pontos que vale a pena parar para fotografar é o miradouro de Windmill, com vista para as praias de Ya Nui e Nai Harn. Bem mais turístico é o pequeno promontório de Laem Prom Thep, o ponto mais a sul de Phuket, muito procurado pelo espetacular pôr-do-sol.
Do lado oposto a Nai Harn, encontramos Raway Beach. Não é a melhor praia para banhos, dada a presença de dezenas de barcos que nos podem transportar para as ilhas adjacentes.
Os templos
Uma das principais atrações de Phuket é o monumento do Grande Buda (Big Buddha), localizado numa montanha (Nakkerd Hills) entre Kata e Chalong. A imagem tem 45 metros de altura e foi construída em 2004. O local oferece uma vista panorâmica sobre a cidade de Phuket, as praias Kata e Karon, ou a Baía de Chalong.
No seu interior, um templo budista, ainda em construção, muito procurado pelos seus fiéis e devotos.
Na Baía de Chalong, encontramos o Wat Chalong, o maior templo budista de Phuket. À entrada fomos surpreendidos pelo barulho e fumo de foguetes a rebentar no interior de uma espécie de fornos de barro em forma de colmeia gigante. Uns dizem que é para afastar os maus espíritos, outros de que é sinal de prosperidade.
O Wat Chalong é um complexo constituído por vários edifícios (cada um com a sua especificidade), pinturas lindíssimas, estátuas douradas, paredes e tetos coloridos, e jardins bem cuidados.
Destaque para o grande Pagode que acolhe uma importante relíquia, nada mais nada menos do que um pedaço de osso de Buda.
Recomendamos uma visita com tempo para que possa apreciar e perder-se pelo complexo de Wat Chalong.
Centro histórico
Enquanto portugueses tínhamos muita curiosidade em ver as casas sino- portuguesas em Old Town, o centro histórico de Phuket, herança da passagem dos nossos antepassados pela região no século XVI.
Merece mesmo uma visita. O casario está bem preservado (e renovado) e a rua principal, a Thaland Road, fervilha de vida. Não faltam restaurantes, lojas, boutiques e guest houses, galerias de arte, templos, museus e bares com música ao vivo.
Ficou muito para ver em Phuket, bem sei! Desta vez, optamos por conhecer outras ilhas e locais paradisíacos, mas queremos regressar!
Quem não gosta de voltar ao paraíso?
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