Depois da experiência de praia paradisíaca na República Dominicana, decidimos viajar para o México à procura da cultura e de muita animação.
Adorei a viagem, mas foi cheia de percalços! As praias já estavam a ser invadidas pelas algas e quase não havia espaço para nadar. Além disso, apanhamos com a cauda de um furacão… sim, daqueles mesmo como nos filmes com ventos a levantar (e a levar) guarda-sóis e espreguiçadeiras, e chuva daquelas que estraga casamentos e deixa a noiva a chorar (e a maquilhagem esborratada…).
Ficamos alojados no Hotel Resort Bahia Príncipe Luxury Akumal, que, por acaso, era também um eco-resort…ou seja, estávamos tão entranhados na natureza que nos cruzávamos diariamente com capivaras, iguanas, tartarugas…e até com uma cobra coral…sim, mesmo à porta do quarto…
O hotel era fantástico. Quartos com varanda, jardins, piscinas, parque aquático infantil, lojas, casino, discoteca, spa, ginásio, campo de golfe, restaurantes e bares, transporte de e para a praia, atividades para miúdos e graúdos, espetáculos de dança e música…enfim…uma animação!
Há programas e excursões para todos os gostos e carteiras, com visitas às ruínas de Coba e Tulum, às ilhas de Contoy e Mujeres, passeios a Valladolid, mergulho com golfinhos, raias e tubarões-baleia, usufruto de parques temáticos como o Xcaret, e, claro, a paragem obrigatória em Chichen Itza, uma das sete maravilhas do mundo.
Começamos por visitar Ek- Balam, complexo arqueológico maio (anos 600 a 850 d.C.) descoberto no final dos anos 90 do século passado. Só uma parte está aberta ao público. O restante continua “engolido” pela floresta.
Com 32 m de altura e 106 degraus em pedra, o edifício principal é de subida difícil, mas a vista vale mesmo a pena. É visível nas suas paredes a representação de deuses, guerreiros e animais.
Seguimos até ao cenote Hubiku (há centenas de cenotes no México), na região de Valladolid. Os cenotes eram usados em alguns rituais da civilização maya, nomeadamente em sacrifícios humanos para agradar aos deuses…agora servem de atração turística. É possível nadar, se bem que a água é bastante fria.
Obrigatório mesmo é visitar Chichen Itza, cidade construída pela civilização maya, que viveu o seu auge entre os anos 600 e 1200 d.D.
Classificado Património da Humanidade em 1998 pela Unesco e eleito uma das sete novas maravilhas do mundo em 2007, o complexo é conhecido pelo El Castillo ou pirâmide Kukulcán (que significa serpente emplumada). Com uma altura de 30 metros, possui, no total, 365 degraus que representam os 365 dias do calendário maya. Diz-se ainda que, nos equinócios da primavera e do outono, durante o pôr do sol, é possível observar numa das escadarias uma projeção solar (como uma serpente) que percorre o templo do topo até à base, precisamente até à cabeça da serpente.
Também experimentamos o fenómeno das palmas, procurando o efeito acústico na escadaria que parece o canto de um pássaro vindo do topo da pirâmide…mas, na realidade, era tanta gente a bater palmas e de forma completamente dessincronizada que não deu para perceber se tínhamos resposta…
Além da pirâmide Kukulcán, o complexo de Chichen Itza inclui o templo dos guerreiros, o observatório, a “igreja”, o “campo de futebol”, o cenote sagrado, as colunas do templo dos mil guerreiros, entre outros edifícios. O melhor mesmo é contratar um guia para nos acompanhar na visita.
Dedicamos outro dos nossos dias no México ao parque temático Xcaret, que abriu com o objetivo de promover a herança cultural do México e a proximidade com a natureza, nomeadamente através da preservação da fauna e flora.
Percorrer rios subterrâneos, visitar aquários, lagoas, borboletário, granja de tartaruas, vila maya, a réplica de um cemitério mexicano, restaurantes, lojas, ter encontros com raias, golfinhos, tubarões e tartarugas, passeios a cavalo, visitar o Museu de Arte Popular Mexicano, fazer snorkeling são algumas das atividades que podemos fazer.
À noite, um espetáculo num auditório gigante (com direito a jantar para quem quiser pagar) conta a história do México, do jogo da bola maya à conquista do território pelos espanhóis, passando pelos bailes típicos do folclore.
Tivemos mesmo azar com o tempo. Apanhamos chuva de manhã à noite. Ficamos completamente encharcados. Além do mais, grande parte das atividades ao ar livre foram canceladas por causa da chuva…Gostei muito de Xcaret, mas confesso que a experiência teria sido outra.
Ficamos com vontade de regressar. Há tanto para visitar no México!
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