Ruínas de Conímbriga
Para os aficionados de arqueologia, Conímbriga constitui um verdadeiro deleite.
Há vestígios da presença humana, em diferentes épocas, nomeadamente dos períodos Neolítico, Calcolítico, Idade do Bronze e Idade do Ferro. Sim, Conímbriga é mesmo um dos sítios arqueológicos mais ricos de Portugal.
Foi ocupada pelo Império Romano a partir de 139 a.C.
O seu auge aconteceu durante a governação do imperador Augusto (séculos I a.C. – I d.C.), quando foram construídas as termas públicas, o Fórum, o aqueduto, o anfiteatro, o bairro do comércio, uma estalagem, casas senhoriais, entre outras áreas.
O declínio aconteceu em finais do século IV com a necessidade de se construir (em vão) uma muralha defensiva dos ataques pelos suevos. Os habitantes de Conímbriga foram abandonando a cidade e rumando a outras paragens.
Conhecidas desde o século XVI, as ruínas de Conímbriga foram objeto de interesse pelo Instituto de Coimbra que, em 1873, criou uma secção e um Museu de Arqueologia, dando início ao estudo da antiga cidade. As primeiras escavações remontam a 1929. Desde então, os trabalhos revelaram um património valiosíssimo.
O que mais gostamos? Os mosaicos encontrados em casas senhoriais! Sim, destacam-se os do chão da Casa de Cantaber, do século III, e os da casa dos Repuxos, com temas mitológicos e do quotidiano. Nesta última, sobressai ainda o peristilo central ajardinado com jogos de água.
Quem percorre Conímbriga, percebe claramente que o solo esconde (ou preserva) muito mais vestígios.
Museu Monográfico de Conimbriga – Museu Nacional
Ao lado da entrada para o recinto das ruínas, encontramos o Museu Monográfico de Conimbriga – Museu Nacional. Criado em 1962, alberga uma coleção permanente que materializa a evolução histórica do lugar, entre finais do segundo milénio a.C. e o século VI d.C., dividida em quatro áreas:
- Aspetos da vida quotidiana (vidro, olaria, cantaria, fiação, escrita, jogos e passatempos, pesos e medidas);
- Apresenta o fórum, através de uma maqueta do que foi o santuário do culto imperial;
- Esculturas, mosaicos e fragmentos de estuques e frescos que ilustram o estilo de vida das famílias mais ricas;
- Objetos ligados à religião (pagã e cristã), às superstições e ao culto dos mortos;
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