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Do artesanato à gastronomia, dos monumentos aos jardins, das praças às praias, das ciclovias aos recintos desportivos, Vila do Conde é muito mais do que a cidade onde o rio Ave se encontra com o oceano Atlântico. As rendas de bilros contam histórias da História, de gentes que se fizeram Gente, de naus que navegaram “por mares nunca antes navegados” e levaram o nome de Portugal muito para “além da Taprobana”.

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1-         Monumento à Rendilheira – Diz-se que a origem da manufatura das famosas rendas de bilros de Vila do Conde remonta ao século XVI e terá surgido na sequência dos contactos comerciais estabelecidos com marinheiros e comerciantes da região da Flandres (atualmente território da Bélgica, França e Países Baixos).

Em Vila do Conde, a arte de dedilhar os bilros não só é preservada, como se inova, com o recurso a novos materiais e novas aplicações.

Em 1993, foi inaugurado este monumento, da autoria do arquiteto Ricca Gonçalves e do escultor Ilídio Fontes, em homenagem às mulheres que se dedicam a este tipo de artesanato.

Em 2015, Vila do Conde passou a integrar o livro de recordes do Guiness com a Maior Renda de Bilros do Mundo, peça que está exposta no Museu das Rendas de Bilros, instalado desde 1991 na Casa do Vinhal, um solar do século XVIII.

 

2-         Réplica de Nau Quinhentista – A construção naval é uma das atividades mais antigas de Vila do Conde. Os primeiros estaleiros navais no concelho surgiram no século XI. O período dos Descobrimentos constituiu, todavia, o auge desta indústria. Grande parte dos barcos que partiram para África e para América foram construídos em Vila do Conde.

Essa memória está perpetuada na réplica de uma nau quinhentista na zona ribeirinha, mas também no edifício da Alfândega Régia – Museu de Construção Naval e na Casa do Barco (onde funciona a Loja Interativa de Turismo.

 

3-         Aqueduto de Santa Clara – De inspiração românica, é o segundo mais extenso do país, a seguir ao aqueduto de Amoreira, em Elvas. A sua construção ocorreu entre 1626 e 1714 com o objetivo de abastecer o Mosteiro de Santa Clara, ligando-o à nascente em Terroso, na Póvoa de Varzim. Originalmente, tinha 7km de extensão e era formada por 999 arcos. Monumento Nacional desde 1910, foi considerado em 2015 o terceiro aqueduto mais belo do mundo pela edição espanhola da revista National Geographic. 

 

4-         Igreja Matriz de Vila do Conde – Também conhecida como Igreja de S. João Batista, foi construída no século XVI, inspirando-se na arquitetura gótica e renascentista. Diz-se que, na sua passagem por Vila do Conde, em 1502, foi D. Manuel quem definiu o traçado da planta da igreja. A autoria do pórtico é atribuída a João de Castilho. Já a torre sineira quadrangular, de 1573, terá a assinatura de João Lopes, O Velho.  É Monumento Nacional desde 1910.

 

5-         Mosteiro de Santa Clara – Fundado em 1318 por D. Afonso Sanches e D. Teresa Martins, é um dos ex-libris de Vila do Conde. O edifício que atualmente conhecemos foi reconstruído no século XVII, em virtude das condições de ruína em que se encontrava. Com a extinção das ordens monásticas em 1832, as obras ficariam incompletas. Já no século XX, entre 1929 e 1932, foi efetuada uma intervenção. Foi, entretanto, renovado e, desde 2023, acolhe um hotel 5 estrelas.

 

6-         Igreja e Convento de Nossa Senhora da Encarnação – Também conhecido como Convento de S. Francisco de Vila do Conde, foi fundado em 1522 e é inspirado na arquitetura manuelina, maneirista e barroca. A fachada foi restaurada no século XVII. Uma das capelas, construída em 1566, é dedicada a Santo António, outra, datada de 1655, é dedicada a S. Brás.  Atualmente, o convento acolhe uma instituição privada de solidariedade social.

 

7-         Igreja do Convento de Santa Clara e Túmulos dos Fundadores – Monumento nacional desde 1910, começou a ser construído em 1318, por ordem de D. Afonso Sanches (filho bastardo de D. Dinis), e ficou concluído no século XVI, apresentando características góticas, manuelinas, barrocos e rococó. No interior, destaque para a Capela dos Fundadores, onde se encontram os túmulos de D. Afonso Sanches e da sua esposa D. Teresa Martins. No exterior, destaca-se uma grande rosácea.

 

8-         Capela de Nossa Senhora do Socorro – Quem percorre a pé a zona ribeirinha de Vila do Conde, depara-se com uma capela, de cor branca, de formato quadrado com uma abóbada a fazer lembrar os templos islâmicos, implantada sob uma rocha com vista privilegiada para o rio Ave.

Imóvel de Interesse Público desde 1978, foi mandada construir entre 1599 e 1603 por Gaspar Manuel, cavaleiro da Ordem de Cristo e piloto-mor das carreiras da Índia, China e Japão.  No seu interior, sobressaem os azulejos do século XVI com imagens de cenas bíblicas e o retábulo em estilo rococó.

 

9-         Praça D. João II – Inaugurada em 2001, é uma evocação da época dos Descobrimentos Portugueses, período a que Vila do Conde está associada. Da autoria do escultor José Rodrigues, esta praça-monumento apresenta diversas referências aos Descobrimentos, como esferas, padrões, instrumentos de navegação, entre outros elementos.

 

10-       Capela de Nossa Senhora da Guia – A ermida onde está instalada é referenciada em documentos desde 1059 como ermida de S. Julião, funcionando como apoio para defesa da barra.

Imóvel de Interesse Público desde 1982, no seu interior, sobressaem os azulejos dos séculos XVII e XVIII e os tetos decorados com cenas bíblicas.  No exterior, é visível uma escadaria com uma plataforma, onde foi colocada uma cruz de pedra. Este local oferece uma vista fantástica do encontro da foz do rio Ave com o mar.

 

11-       Forte de São João Baptista – Imóvel de Interesse Público desde 1967, o início da sua construção remonta a 1570, com a missão de defender o porto.

As obras foram dadas como terminadas em 1641. De planta poligonal, apresenta cinco baluartes, guarnecidos nos ângulos por guaritas. Com o fim da guerra civil em 1834, perdeu o seu valor militar, tendo sido no final do século XX transformado e convertido em unidade hoteleira.

12- Padrão da Memória – Assinala a tentativa de desembarque, a 8 de julho de 1832, das tropas liberais lideradas por D. Pedro IV, com o objetivo de acabar com o regime absolutista em vigor em Portugal e instaurar um regime moderno e liberal.

Os 7500 homens acabariam por desembarcar em Pampelido, na atual praia da Memória, onde também existe um obelisco a assinalar este episódio.

 

13-       Casa de José Régio – Escritor e poeta vilacondense, José Régio (1901-1969) escolheu a casa que foi do seu pai e a qual herdou para viver a sua aposentação. Após a morte do poeta, a casa foi adquirida pela Câmara Municipal de Vila do Conde, abrindo ao público em 1975.


 

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