Skip to main content

Our World Our Pictures

Vila Nova Foz Côa

Uma galeria de arte ao ar livre. Assim podemos designar o conjunto de gravuras rupestres existentes em 1200 rochas localizadas em mais de 80 sítios distintos. É o maior conjunto de arte paleolítica ao ar livre do mundo. A maioria das gravuras foram executadas há cerca de 30.000 anos.

Há muito que as gravuras rupestres de Vila Nova de Foz Côa faziam parte da nossa lista. Crescemos com as notícias na televisão relativas às manifestações contra a construção da barragem no Vale do Côa que iria submergir a arte rupestre.

A primeira rocha gravada foi identificada em 1991 pelo arqueólogo Nelson Rebanda. Em 1996, o Governo decidiu parar a construção da barragem para que o público tivesse a oportunidade de conhecer este património. Foi criado o Parque Arqueológico do Vale do Côa.

Em 1998, a arte rupestre de Foz Côa foi classificada pela UNESCO como Património Mundial. Em 2011, foi criada a Fundação Côa Parque, que gere o Parque Arqueológico do Vale do Côa e o Museu do Côa (aberto desde 2010).

Núcleos de arte rupestre

Existem três núcleos de arte rupestre que são visitáveis: Penascosa, Ribeira de Piscos e Canada do Inferno. A nossa escolha recaiu sobre o núcleo de Penascosa, o mais visitado e o mais acessível, situado numa grande praia fluvial na margem direita do rio Côa.

O ponto de encontro para a visita é o Centro de Receção, na aldeia de Castelo Melhor.  Seguimos numa viatura todo-o-terreno, com um guia, ao longo de cerca de 6 km por uma estrada de terra.

Das 36 rochas gravadas, 30 são de arte paleolítica. Dessas, apenas é possível observar cinco. Vimos figuras de animais, executadas com técnicas de picotado e abrasão.

Museu do Côa

Projetado pelos arquitetos Camilo Rebelo e Tiago Pimentel, o Museu do Côa abriu a 30 de julho de 2010. Ao contrário dos outros museus, a verdadeira coleção está no exterior.  O Museu do Côa é o ponto de partida para compreender a arte rupestre dos vales do Côa e do Douro, desde a sua origem até à sua descoberta. É um museu interativo, apelativo e tecnológico. Vale a pena.

À entrada, deram-nos o Passaporte Rupestre, onde é possível carimbar os sítios arqueológicos do Vale do Côa, mas também de Siega Verde, Altamira e Lascaux, outros locais classificados pela Unesco.

Passadiços do Côa

Inaugurados em setembro de 2022, os Passadiços do Côa têm 930 metros de extensão e fazem a ligação entre o Museu do Côa e a desativada estação ferroviária do Côa, nas proximidades da foz do rio Côa, mas já voltada para o rio Douro. Construído em madeira, o percurso tem 890 degraus e um desnível de 160 metros.

Centro histórico de Vila Nova de Foz Côa

Vila Nova de Foz Côa não é só arte rupestre. Há muito mais para visitar, quer no centro histórico quer nas redondezas. Destacamos a Igreja Matriz (com uma fachada manuelina), o Pelourinho (manuelino), a Caza Municipal (Câmara Municipal) e a Torre do Relógio.

Castelo de Numão

O dragão de pedra. Foi a primeira imagem que surgiu na minha cabeça quando cheguei ao Castelo de Numão e a sua muralha. Que construção incrível!

A primeira referência do castelo data de 960. Já a muralha terá sido construída na Baixa Idade Média e conta com quatro portas. Das 15 torres que existiam, restam apenas seis. Destacam-se ainda as ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo e a cisterna, entre outros vestígios.

Ruínas arqueológicas do Prazo

“O Machu Picchu português”, dizem. As ruínas arqueológicas do Prazo remetem para uma Vila Romana (séculos I e V d.C.), mas, na realidade, mostram sinais de ocupação de outras civilizações anteriores, como vestígios pré-históricos dos períodos paleolítico, mesolítico e neolítico.

Ruínas arqueológicas de Rumansil I

As ruínas arqueológicas de Rumansil I estão mesmo…em ruínas. Era uma vila rústica romana, do século III d.C., com edifícios e infraestruturas agro-industriais. Hoje em dia, é possível um conjunto de muros em granito e pouco mais.

Localizadas num planalto, num local isolado e passível apenas a pé, as ruínas merecem uma visita. Oferecem uma vista fantástica para as encostas decoradas com plantações de vinhas, amendoeiras, oliveiras, mato bravo e zimbro.


 

PREPARE A SUA VIAGEM

Utilize os seguintes links de afiliados e beneficie dos melhores preços em Seguros de Viagem, Tours, Rent a Car e Alojamento!


 

Continue a leitura

Artigos Relacionados

Europa
Our World Our Pictures

Um dia em Viana do Castelo

Há cidades que se visitam e outras que se sentem. Viana do Castelo pertence claramente à segunda categoria. Entre o rio Lima e o Atlântico,

Ler mais »
Europa
Our World Our Pictures

Passadiços de Pindelo

Escondidos no concelho de Oliveira de Azeméis, a cerca de 40 minutos do Porto, os Passadiços de Pindelo são uma pequena joia ainda fora dos

Ler mais »
Europa
Our World Our Pictures

Pateira de Fermentelos

No coração da Região Centro, entre os concelhos de Águeda, Aveiro e Oliveira do Bairro, esconde-se um dos segredos naturais mais surpreendentes do país: a Pateira

Ler mais »
Translate »
error: Conteúdo Protegido !!