A 1620m de altitude encontramos Zermatt, a cidade aos pés de Matterhorn, a famosa montanha suíça que aparece nas caixas dos chocolates Toblerone e que é a mais fotografada do mundo.
O caminho até chegar a Zermatt é incrível. Montanhas, glaciares, cursos e quedas de água e verde, muito verde, compõem o cenário que nos acompanha.
Chegamos a Tasch, localidade onde se encontra a estação de comboios mais próxima de Zermatt. A circulação automóvel não é permitida, com exceção dos táxis elétricos. Como tal, deixamos o carro em Tasch e seguimos de comboio.
Chegados a Zermatt, encontramos a típica estância de neve, com chalés em madeira, lojas de material de montanhismo, lojas de souvenirs, restaurantes e esplanadas cheias de gente a beber a cerveja Zermatt e a degustar-se com os pratos tradicionais da região como os fondues de queijo ou o raclette.
Zermatt oferece aos seus visitantes a melhor vista para o Matterhorn, com 4.487m.
É possível ir até à base da montanha de helicóptero, comboio ou teleférico. Os preços são de cair para o lado, mas quem tiver oportunidade de o fazer, não deve desperdiçar.
Zermatt é procurada por quem pratica ski durante todo o ano. Aliás, possui uma das maiores pistas de ski da Europa.
Para quem aprecia outros desportos, existem 400 km de trilhos sinalizados para montanhismo e 220 km de trails para bicicleta. Não faltam lagos e montanhas, algumas das quais a rondar os 4000m de altitude, como Weisshorn, Monte Rosa, Gornergrat e, claro está, Matterhorn.
No centro, encontramos o Zermatlantis-Matterhorn Museum, subterrâneo, que desde 2006 conta a história da cidade e dos seus habitantes no século XIX até se tornar o destino mundialmente conhecido pelo alpinismo que hoje conhecemos.
Entre os vários objetos expostos, encontra-se um pedaço da corda que rompeu na primeira subida ao Matterhorn, que provocou a morte de quatro dos sete alpinistas a 14 de julho de 1865. No cemitério de Zermatt, estão sepultados vários alpinistas, devidamente identificados. Algumas das sepulturas apresentam material que os alpinistas falecidos usaram como picareta, cordas ou botas de montanhismo.
Vale mesmo a pena visitar Zermatt, mesmo se não for pela neve! É uma cidade bonita, movimentada e acolhedora. Para nós, ver o Matterhorn foi um sonho cumprido.
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